Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

31
Mar16

Podcasts para saudosistas da série Quinta Dimensão

0.JPG  

www.welcometonightvale.com

 

Assim que ouvi, de imediato veio-me à mente as séries Quinta Dimensão e Twin Peaks. O primeiro podcast já tem mais de 80 episódios e o segundo (Alice Isn´t Dead) está agora a começar. 

 

O Welcome to Night Vale é apresentado como se fosse um programa de rádio de uma cidade/vila chamada Night Vale com direito a notícias, anúncios, meteorologia e muitos episódios estranhos.

 

Alice Isn´t Dead é apresentado como um monólogo num estilo diário, de uma motorista, que viaja pelos EUA,  num camião, à procura da sua esposa desaparecida. E muitos episódios estranhos. ;)

31
Mar16

Livros de não-ficção portugueses

A literatura de não-ficção portuguesa existe? Se excluirmos os livros de vida prática (saúde, culinária...), sobra alguma coisa?

 

Tenho sede de leitura de não-ficção portuguesa, mas o discurso-masturbatórico-académico aborrece-me, por contrariar as minhas convicções acerca da responsabilidade das ciências, de transmitirem o conhecimento adquirido à sociedade de forma acessível e clara.

 

Aliás, mais que uma responsabilidade, deveria ser uma obrigatoriedade já que grande parte da ciência em Portugal é financiada pelo trabalho/impostos de todos nós. 

 

Como diria Carl Sagan: 

Não sei em que medida a ignorância da ciência e da matemática contribui para o declínio da antiga Atenas, mas sei que as consequências do analfabetismo científico são muito mais perigosas na nossa época do que em qualquer época anterior.

(...)

Como podemos influenciar a política nacional - ou até tomar decisões inteligentes na nossa vida pessoal - se não compreendermos as questões que lhe estão subjacentes?

31
Mar16

Pequenos grandes livros

Há algum tempo, passei 2 a 3 anos sem ler um único livro. Foi um período particularmente difícil e eu sou uma pessoa que só lê se está bem (ou semi-bem). 

 

Nessa altura, recordo-me que tentei sair do marasmo, porque realmente amo os meus livros e retiro um grande prazer da leitura. A minha estratégia foi criar uma lista de 12 que teriam cerca de 100 páginas - ler um livro por mês.

 

Como não encontro a lista que fiz em tempos, partilho outras. 

 

Most influential books under 100 pages (137 books)

15 Life-Changing Books You Can Read in a Day | TIME

The 20 Best Books Under 200 Pages — Barnes & Noble

The Best Short Books You'll Ever Read | Reader's Digest

7 Tiny Books That Packed a Big Punch | Mental Floss

The most influential books under 100 pages

These Amazing Classic Books Are So Short You Have No Excuse Not To Read Them

 

Aproveito para recorrer a leituras, mais ou menos recentes, para recomendar pequenos grandes livros:

 

Todos Devemos Ser Feministas
Adichie, Chimamanda Ngozi
48 pp
O Caderno Vermelho
Auster, Paul
70 pp
Pedro, Lembrando Inês
Júdice, Nuno
56 pp
As Palavras Interditas / Até Amanhã
Andrade, Eugénio de
67 pp
O Outro Nome Da Terra
Andrade, Eugénio de
71 pp
Cartas Portuguesas - atribuídas a Mariana Alcoforado
Alcoforado
72 pp
O Médico e o Monstro
Stevenson, Robert Louis
80 pp
 
Loucura...
de Sá-Carneiro, Mário
80 pp
 
Alice no País das Maravilhas
   
Fera na Selva
James, Henry
91 pp
Candido
Voltaire
94 pp
Cidade Proibida
Pitta, Eduardo
96 pp
A Virgem e o Cigano
Lawrence, D.H.
96 pp
O Mandarim
Queirós, Eça de
96 pp
O Principezinho
Saint-Exupéry, Antoine de
96 pp
Bestiario
Cortázar, Julio
104 pp 
Sexta-Feira ou a Vida Selvagem
Tournier, Michel
112 pp
O Triunfo dos Porcos
Orwell, George
125 pp
Cão Como Nós
Alegre, Manuel
120 pp
The Old Man and the Sea
Hemingway, Ernest
132 pp
O Leitor
Schlink, Bernhard
144 pp
The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde
Stevenson, Robert Louis
144 pp
O Quinze
Queiroz, Rachel de
149 pp
31
Mar16

The lottery - Shirley Jackson

6219656.jpg

 

Já não me recordo como The lottery, de Shirley Jackson (pode ser lido integralmente aqui) chegou à minha lista de contos a ler, provavelmente numa lista de distopias a ler. 

 

O conto foi publicado na revista The New Yorker em 1948 e gerou tanta controvérsia que a redacção foi inundada de cartas e assinantes cancelaram a sua subscrição. Hoje é um clássico que se ensina nas escolas.

 

She "was always proud that the Union of South Africa banned The Lottery', and she felt that they at least understood the story". (Stanley Edgar Hyman, marido)

30
Mar16

Os preconceitos sobre a leitura - II

good.JPG

 

O último livro que li tinha cerca de 200 páginas e li-o em apenas um dia.

 

Imagino que, quem lê essa frase tenha uma de várias reacções:

- está a mentir

- se o livro for de bolso...

- eu não tenho tempo

- só se for banda desenhada

- o livro deve ser de chacha

- que inveja

- de 200 páginas também consigo, mas se for de 600...

 

O livro que li foi o O assassinato de Roger Ackroyd - Agatha Christie. Lido num dia porque não o consegui pousar até terminar e ter a resolução. Há livros assim. A Gillian Flynn é das últimas leituras que também fiz entre 1 dia ou 2, dependendo do momento em que começava. 

 

Discordo que se possa concluir que ler mais é sinónimo de ler pior, ou que ler devagar é sinónimo de ler melhor. Cada livro tem o seu ritmo, o seu tempo e isso nada tem a ver com qualidade - nem do livro, nem da leitura.

30
Mar16

Os preconceitos sobre a leitura - I

A propósito do subtítulo utilizado pelos sapinhos, no destaque de hoje:

good.JPG

 

 

 

 Ler devagar é ler melhor

Livros de leitura rápida são livros "menores"

Livros com mais páginas é são verdadeiros livros

Ler um conto não é verdadeiramente "ler"

Contos são escritos de pessoas que não conseguiram escrever um livro 

Ler novelas gráficas ou banda desenhada não conta como livros

29
Mar16

O crime de ler um livro

Hoje, 15 activistas angolados foram condenados pelo acto de ler um livro. 

ja.JPG

 

O livro em questão é Da Ditadura à Democracia: uma abordagem conceptual para a libertação, de Gene Sharp. Em todas as ditaduras que conheço, os livros são alvo e por isso, sempre, o símbolo maior da liberdade. 

Tinta da China

 

Como prelúdio de leituras, porque não ouvir excertos do livro a serem lidos por cidadãos activos da democracia portuguesa?

 

A cumplicidade do governo português com a ditadura angolana, é tão evidente como grotesca. 

Pág. 1/4