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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

31
Mai16

O racismo em português - Joana Gorjão Henriques

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Os portugueses terão sido mais brandos e menos racistas do que as outras potências coloniais, como o lusotropicalismo quis fazer acreditar?
Um grande trabalho de investigação sobre o legado do colonialismo português. Em breve. 

 

Como filha de alguém que esteve na guerra colonial, conheço o discurso de que éramos os "menos maus". Aliás, julgo que é a versão que, aqueles que nasceram no pós-25 de Abril, conhecem.

Temo que seja a versão de quem tem que se reconciliar com o seu papel na história. Ouço a mesma versão em relação à escravatura.

O conflito entre o "orgulho" e a "vergonha" dos descobrimentos e tudo o que isso implica, tenta resolver-se assim, procurando-se uma versão que seja condizente com o que gostaríamos que fosse o nosso legado. No fundo, é a defesa do ego, porém, se não repusermos a verdade - seja ela qual for - como poderemos evitar cometer os mesmos erros?

 

BMFE 316.347 HEN

31
Mai16

Carta de suicídio de Virginia Woolf

virginia-woolf.jpg 

Dearest,

I feel certain I am going mad again. I feel we can’t go through another of those terrible times. And I shan’t recover this time. I begin to hear voices, and I can’t concentrate. So I am doing what seems the best thing to do. You have given me the greatest possible happiness. You have been in every way all that anyone could be. I don’t think two people could have been happier till this terrible disease came. I can’t fight any longer. I know that I am spoiling your life, that without me you could work. And you will I know. You see I can’t even write this properly. I can’t read. What I want to say is I owe all the happiness of my life to you. You have been entirely patient with me and incredibly good. I want to say that – everybody knows it. If anybody could have saved me it would have been you. Everything has gone from me but the certainty of your goodness. I can’t go on spoiling your life any longer.

I don’t think two people could have been happier than we have been.

 

 

29
Mai16

Vampiros - Filipe Melo e Juan Cavia (e outras leituras)

vampiros.jpg 

As novelas gráficas* são uma recente descoberta. Isso faz com que não "salte" artigos sobre o tema. Foi assim no fantástico número 1252 da revista Notícias Magazine. 

 

Aqui faço um parênteses. Raramente encontro algo que me interessa nos suplementos de jornais diários, mas esta Notícias Magazine encheu-me as medidas:

- crónica sobre o feminismo e os sapatos de salto alto;

- crónica (semanal) do Afonso Cruz;

- crónica de Ana Sousa Dias, "Vais à farmácia e compras lágrimas";

- um divertido apontamento sobre "30 coisas que não sabe sobre o Rock in Rio";

- uma reportagem sobre a eutanásia que merece ser lida.

 

Os Vampiros é uma novela gráfica sobre a guerra colonial na Guiné. Nesta entrevista, Filipe Melo explica que "O título tem três fortes conotações: é uma famosa criatura mitológica, é o nome de um grupo de comandos verdadeiro que combateu na Guiné e é o título da icónica canção do Zeca Afonso, censurada pelo regime." 

 

Confesso que bastou essa trilogia para me incitar à leitura.

 

A entrevista merece ser lida, até pelas curiosidades sobre o autor: 

Aos 13 anos entrou até no site da NASA.

Só chegámos à parte dos funcionários. Mas o Instituto de Metrologia era um alvo preferencial. Punham-se lá uns palavrões.

 

De imediato imaginei o resultado: chuva de m****

 

 

* Advirto que não sei a diferença entre novela gráfica e BD e sequer se essa diferença existe.

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