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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

25
Ago16

Filme vs. Livro

É o debate eterno e aquele que não tem uma resposta evidente: depende do livro e do filme. 

 

Para mi, O crime no Expresso do Oriente, de Agatha Christie, foi primeiro filme e depois livro. Na verdade, li o livro porque me impressionou filme e queria revê-lo depois da experiência de ler o livro.

Porém, depois de ler o livro, o filme tornou-se impossível de ver até ao fim - faltava-lhe demasiado, em conteúdo e subtileza. 

 

Dou como exemplo uma cena inicial do livro (por isso não será um spoiler): no livro, Poirot ouve uma conversa entre uma personagem feminina e outra masculina:

– Não, agora não. Só quando tudo tiver passado. Quando deixarmos isto para trás... então...

 

Cena na adaptação 1 (YouTube)

 

Cena na adaptação 2 (YouTube)

 Cena na adaptação 3 (YouTube)

  

E tudo isto para partilhar que a BBC vai adaptar sete obras de Agatha Christie (Jornal de Notícias).

24
Ago16

Os livros de "ciência popular"

Não sei se muitos dos autores gostariam da minha tradução literal do "popular science", como género literário. Eu adoro-a. 

Estamos a falar de livros que divulgam ciência de forma acessível a não cientistas, em suma, é ciência para a generalidade das pessoas ou, se quiserem, para os comuns mortais que não compreendem ciencês

 

Os livros de ciência popular podem ser escritos por cientistas ou não cientistas. Um excelente exemplo de divulgação de ciência por um magnífico cientista é toda a obra de Carl Sagan.

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Mas o mais recente (divulgação científica por cientista, com linguagem acessível) que li, foi esta pequena maravilha:

 Mas li, igualmente, excelente divulgação científica por duas não cientistas:

 

Muito provavelmente, o próximo será A Sexta Extinção, de Elizabeth Kolbert (jornalista) que venceu o último Prémio Putitzer em não ficção.  

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Já planeado para 2017 está o Pipocas com Telemóvel e outras histórias de falsa ciência - David Marçal e Carlos Fiolhais. 

Haverá quem faça distinção entre "divulgação científica" e "ciência popular", mas eu meto todos no mesmo saco e avalio a qualidade do livro e não o saco em que o meteram. 

E a qualidade é a chave.  Divulgação científica  ou ciência popular, quer-se um livro com rigor científico e não  pseudociência.

 

Especialmente nestes livros, estamos dependentes da integridade/qualidade de quem escreve. Porém, também há muita responsabilidade do/a leitor/a em separar o trigo do joio.  

 

Sugestões de leitura, para acompanhar:

- tag "pseudociência" do blog De Rerum Natura 

O chocolate emagrece, engorda, cura e causa cancro

22
Ago16

A vida misteriosa dos cadáveres - Mary Roach

8495491.jpg

 Porquê ficarmos apenas deitados de costas, quietos, hirtos, em suma mortos, quando podemos fazer alguma coisa mais divertida e útil como dar o nosso corpo à investigação científica? A morte não tem necessariamente que ser aborrecida. 

 

Concordo. E tanto concordo que, em 2008 fiz uma declaração de doação do meu cadáver à faculdade de medicina da minha cidade.

É a primeira folha da minha capa "se acontecer alguma coisa" e anualmente, escrevo nessa folha "vontade renovada" e a data, um lembrete para os meus familiares, a quem, no fundo, cabe executar a minha vontade. 

 

Mais informações aqui.

 

A meu ver, estar morto não é muito diferente de fazer um cruzeiro. Passamos a maior parte do tempo deitados de barriga para o ar. O cérebro desliga. A carne começa a amolecer. Nada de novo acontece e as expectativa em relação à nossa pessoa são completamente inexistentes.

(...) 

Este livro fala-nos das façanhas - por vezes estranhar, muitas vezes chocantes, mas sempre interessantes - perpretadas pelos cadáveres ao longo dos tempos.

Pág. 1/3