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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

19
Set16

Reservar livros na biblioteca

Há quanto tempo está no top de vendas? Um ano?

E agora um filme com uma das minhas actrizes preferidas: Emily Blunt. 

 

 

Pois bem, decidi entrar no comboio de A rapariga no comboio, de Paula Hawkins. O problema é encontrar o livro disponível na biblioteca. Na verdade não é um problema, basta reservar o livro. 

 

Sabiam que as bibliotecas têm a possibilidade de reservar livros? É ideal para requisitar novidades, sem ter de esperar muito. 

 

Nas bibliotecas do meu distrito, porque têm uma página de internet que permitem conta de utilizador, até posso fazer a reserva a partir de casa. 

 

Depois, é só aguardar o aviso para levantar. 

19
Set16

Reencontro com Vergílio Ferreira

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Esta foi a melhor exposição sobre um autor que já vi. E sendo uma papa museus, eu já vi bastantes. 

É tão intuitiva e interessante que fiquei completamente maravilhada. A exposição foi dividida em secções como manuscritos, traduções, primeiros ensaios, marginália ou polémicas.

Em cada secção podiamos ver diversos documentos do autor, quase sempre com intervenções manuscritas do próprio.

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Ficaria ali, o dia todo, a ler alguns dos documentos, as notas nas margens, as "orelhas" que foram acrescentadas, porque, por vezes, as margens não chegam.

E que tal lerem a correspondência que trocou com Eugénio de Andrade?

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Mas o que me fez rir e desejar poder levar o documento para a zona de cadeiras, foi a secção de polémicas em que encontrei um documento de Luiz Pacheco chamado O caso do sonâmbulo chupista. 

Neste folhetim, este acusa - e a meu ver prova - Fernando Namora de ter plagiado o Aparição de Vergílio Ferreira. Uma delícia. 

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Queria ter podido ler aqueles periódicos sentada numa cadeira ou no jardim. 

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E, porque estamos a falar de uma sala de exposições dentro de uma biblioteca, nada como lembrar os leitores que o autor está ao alcance de todos.

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 Recomendo viviamente que visitem. Até ao dia 13 de Novembro, na Biblioteca Almeida Garrett - Porto.

18
Set16

A Feira do Livro do Porto está bem e recomenda-se

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Cheguei durante a hora de almoço. Ideal para calmamente visitar tudo. 

 

Digam o que disserem, não me convencem do contrário. A Feira do Livro do Porto está muito melhor localizada, tem muito melhor oferta e recomenda-se.

Há mais conforto e os livros são muito mais baratos, até porque existem mais alfarrabistas. Não posso dizer que procurasse as novidades, pelo que não respondo por esses preços, mas passei por livros do dia bastante "badalados", desde Elena Ferrante ao 1984 de G. Orwell. 

A verdade é que, há muito que me habituei a adequar os meus vícios à minha carteira: ao optar por clássicos, livros com mais de dois ou três anos de edição e manuseados, ao limitar as novidades ao que encontro nas bibliotecas públicas (que é bastante).

Por isso esta Feira do Livro, é o local ideal para comprar bons livros a bons preços. Posso mesmo dizer que excelentes livros desde €1.50. Estive com eles na mão.

Um dia como este, é um teste a todas as minhas boas intenções de abraçar os princípios do minimalismo: se tivesse dinheiro, ia para a Feira do Livro com um carrinho de compras com rodas.

 

Curiosidades:

O Francisco Moita Flores (ou um sósia deste) sublinha livros com caneta de tinta permanente. Blasfémia?

O Pacheco Pereira estava a comprar livros. A prova provada que não é possível "ter demasiados livros".

 

Próximos posts:

Exposição Reencontro com Vergílio Ferreira 

Exposição 100 Tesouros da Biblioteca Pública do Porto

15
Set16

Do branco ao negro - várias

 

Aqui está um delírio literário. É o que eu chamo ao facto de escolher este livro, porque achei curiosa a coincidência com o título do livro que estava a ler: Livro ao Negro (Marguerite Yourcenar). 

 

O outro motivo, para ter pegado nele, foi a possibilidade de poder conhecer algumas autoras portuguesas  (julgo que são todas portuguesas) contemporâneas. Alguns dos nomes eram totalmente desconhecidos para mim e foram uma feliz descoberta.

 

E um belíssimo complemento são as ilustrações de Rita Roquette de Vasconcelos que também contribui para a obra com um surpreendente conto com inúmeras referências legislativas e arquitectónicas. 

 

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Passei a conhecer o nome de Ana Luísa Amaral, quando me apaixonei pelas Novas Cartas Portuguesas já que foi ela a organizar a última edição da obra. Aqui, deixa-nos um conto sobre a pureza da relação com os nossos animais de estimação e a hora da despedida. 

O animal a morrer vi-o eu, e era estrangeiro ao livro. À minha frente, sobre a cama, em cima da colcha branca de algodão, antes de ser levado ao sono mais antigo, esse era o animal que morria.

 

Uma das autoras que tinha mais curiosidade em ler era Ana Zanati, até porque queria ler o seu livro de memórias (biografia?), O sexo inútil. Não desiludiu.  

 

Outra agradável surpresa foi descobrir o conto distópico de Raquel Freire que retrata um Portugal imerso numa ditadura neonazi com pessoas-escravas e não-pessoas. Nele, Ulisseia procura desesperadamente o seu filho Telémaco.

Mais uma autora que pretendo descobrir.

 

Não posso dizer que gostei de todos, mas certamente que irei procurar mais Eugénia de Vasconcellos, além das autoras já nas minhas listas de leitura: Lídia Jorge, Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta.

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