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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

31
Out16

Compreender o colonialismo, livro a livro, parágrafo a parágrafo

O gado era a principal riqueza dos naturais dessa região. E embora a posse dos animais fosse individual, a gestão das manadas era colectiva. Porque tudo dependia da água. O que fazia circular o gado por terras não delimitadas, em busca dos reservatórios de águas das chuvas que os seus proprietários tinham construído. Os concessionários mandaram a certa altura colocar avisos de que, dentro de um ano, a terra que não fosse reclamada, passaria a sua posse. Os naturais não sabiam ler. E um belo dia, encontraram a terra partilhada e cercada de barreiras, o que impedia o acesso à àgua dos animais que ficavam condenados a morrer de sede.

Aos seus proprietários, espoliados das terras que há séculos lhes pertenciam, restava-lhes ir trabalhar para as minas da África do Sul onde ficavam retidos por contratos que faziam deles escravos.

Viver pela liberdade, Maria Antónia Palla 

30
Out16

Lidos em 2016

Janeiro

1. Fanny Owen, Agustina Bessa Luís

2. Objectos cortantes, Gillian Flynn

3. Davy Crockett, Enid Lamonte Meadowcroft

4. Gestão de tempo para mulheres ocupadas, Maria José da Silvéria Núncio

5. Ao meu filho, Marilynne Robinson

 

Fevereiro

6. Aquário e sagitário, Agustina Bessa-Luís

7. Open adoption: not so simple math, Amy Seek [conto]

8. Desvio inesperado, Vicky Baum [conto]

9. A visita do brutamontes, Jennifer Egan

 

Março

10. Sensibilidade e bom senso, Jane Austen

11. Room, Emma Donoghue

12. In the woods, Tana French

13. Beneath these stones, Ann Granger

14. O assassinato de Roger Ackroyd, Agatha Christie

15. The lottery, Sherley Jackson [conto]

 

Abril

16. Vítimas de Salazar, Irene Pimentel e outros

17. Harry Potter e a pedra filosofal, J.K. Rowling

18. Harry Potter e a câmara dos segredos, J.K. Rowling

19. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, J.K. Rowling

 

Maio

20. Poemas e fragmentos de Safo (tradução Eugénio de Andrade)

21. O cônsul desobediente, Sónia Louro

22. Orlando, Virginia Wolf

 

Junho 

23. Lila, Marilynne Robinson

24. One with you, Sylvia Day

25. Harry Potter e o cálice de fogo, J.K. Rowling

26. Pássaros da América, Lorrie Moore [contos]

 

Julho

27. Novas cartas portuguesas, Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa 

28. O estranho caso do comboio azul, Agatha Christie

29. A casa em espiral, Isabel Cristina Pires [contos]

30. The Heart is a Lonely Hunter, Carson McCullers

31. Poirot, O golfe e o crime, Agatha Christie

 

Agosto

32 . A cidade das mulheres, Christine de Pisan

33. Now is the hour, Emily Devenport [conto] 

34. Poesia/Prosa de Maria Teresa Horta

35. Um crime no Expresso do Oriente, Agatha Christie

36. Terra Bendita, Pearl S. Buck

37. Os filhos de Wang Lung, Pearl S. Buck 

38. A vida misteriosa dos cadáveres - Mary Roach

A obra ao negro, Marguerite Yourcenar (a ler)

 

Setembro 

A obra ao negro, Marguerite Yourcenar (leitura abandonada na pg. 173)

39. Harry Potter e a Ordem da Fénix, J.K. Rowling

40. Harry Potter e o Príncipe Misterioso, J.K. Rowling

41. Tempos complicados, soluções simples, Bárbara Barroso

42. Do branco ao negro, várias autoras

43. Harry Potter e as relíquias da morte

 

Outubro

44. Saga #1 (fascículos 1-6) - Fiona Staples, Brian K. Vaughan [novela gráfica]

45. Saga #2 (fascículos 7-12) - Fiona Staples, Brian K. Vaughan [novela gráfica]

46. O conservador - Nadine Gordimer

47. Agnes Grey - Anne Bronte

48. Jane Eyre - Charlotte Bronte

49. A morte da mãe, Maria Isabel Barreno

50. Viver pela liberdade, Maria Antónia Palla 

51. O problema de ser norte, Filipa Leal

52. A história de uma serva, Margaret Atwood

 

Novembro

53. Viúva, Fiona Barton

54. Portugal: Os números, Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

55. Portuguesas com história, séculos XVI e XV (vol. 2), Anabela Natário

56. Portuguesas com história, séculos X e XIII (vol. 1), Anabela Natário

57. Saga, Sophia de Mello Breyner

58. História do Porto - vol.1, Joana Sequeira

59. A sexta extinção, Elizabeth Kolbert

60. A infanta rebelde, Raquel Ochoa

61. A de Açor, Helen Macdonald

62. A rapariga no comboio, Paula Hawkins

 

Dezembro

63. O Rei Rique e outras histórias, Ilse Losa (autora) e Júlio Resende (Ilustrações)

64. Estação Onze - Emily St. John Mandel

65. A noite de natal - Sophia de Mello Breyner Andresen e Júlio Resende (Ilustrações)

66. O livro negro - Hilary Mantel

27
Out16

Man Booker Prize 2016

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Paul Beatty - The sellout

 

The Sellout is one of those very rare books that is able to take satire, which is in itself a very difficult subject and not always done well, and it plunges into the heart of contemporary American society and, with absolutely savage wit, of the kind I haven't seen since Swift or Twain, both manages to eviscerate every social taboo and politically correct, nuanced, every sacred cow, and while both making us laugh, making us wince. It is both funny and painful at the same time and it is really a novel of our times.

Amanda Foreman (membro do juri do Man Booker)

26
Out16

Livros de não-ficção por autoras portuguesas

Como referi, Novembro vou dedicar-me à não-ficção e confesso que tenho uma lista ENORME de livros a ler, neste género. E embora já soubesse que seria fácil ler apenas mulheres, o que não sabia é que encontraria tantos títulos interessantes por escritores/as portugueses/as. 

 

Vou ser franca, a minha opinião de livros de não-ficção portugueses não é muito boa. Acho que a qualidade está a anos luz dos anglo-saxónicos e ou são pseudo-ciência ou académicos ao ponto de serem intragáveis de ler.

 

Porém, tenho visto títulos interessantes que gostaria muito de explorar. Aliás, cheguei a perceber que há autores/as a publicarem bastante neste nicho. E há títulos para todos os gostos.

 

Viver pela liberdade - Maria Antónia Palla

O livro que estou a ler neste momento, por recomendação (a pedido) de uma bibliotecária. Maria Antónia Palla é/foi uma activista dos direitos humanos e do feminismo, que - por acaso - também é a mãe do nosso primeiro ministro. 

Está a ser uma leitura fascinante, já que trata em muito do jornalismo e dos movimentos estudantis no período da censura (anos 60, especialmente). 

 

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As primeiras mulheres repórteres, Portugal nos anos 60 e 70 - Isabel Ventura 

Uma sequência natural para o livro de memórias de M. Palla.

 

 

O racismo em português - Joana Gorjão Henriques 

O porquê de estar no topo da lista, aqui

 

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A arquitectura e a comensalidade - Uma história da casa através das práticas culinárias - Mariana Sanchez Salvador

Sempre me atraiu o estudo da nossa história através da perspectiva da vida privada. É uma tese de mestrado pelo que espero que não seja demasiado "cinzenta".

 

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Animais e Companhia na História de Portugal - Maria Antónia Lopes

Quando li a sinopse, ri-me tanto que soube que teria de o ler. 

Sabia que, em 1714, um grupo de frades moveu um processo judicial às formigas que flagelavam o Convento de Santo António? E que, até finais da Idade Média, havia ursos nas florestas portuguesas, sendo que, quem os caçasse, era obrigado a enviar as patas ao rei? Numa obra inovadora, exaustiva e rigorosa, descubra as relações que se estabeleceram entre a sociedade e os bichos, em Animais e Companhia na História de Portugal.

 

Da mesma autora:

  • Bigamia Em Portugal Na Época Moderna
  • Vivências no feminino: poder, violência e marginalidade nos sécs. XV e XIX
  • As mulheres perante os tribunais do Antigo Regime na Península Ibérica 

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O tempo das criadas - Inês Brasão

E já que estamos a falar da história da vida privada, um livro de memórias sobre a "condição servil", que - na minha memória - é feita de crianças atiradas para a casa de patrões, para "servir"; é assim que me recordo das histórias de familiares, "a servir" desde os 8 ou 9 anos de idade.

 

 

25
Out16

Maria Lamas - As Mulheres do Meu País

Perguntando ao Governador Civil de Lisboa a razão do encerramento da última associação feminina que persistia da 1ª República, aquele respondeu-lhe que "para tratar dos problemas das mulheres, existia já a Obra das Mães". Ao que Maria Lamas retorquiu: "Vou ver se é assim. Vou percorrer o país para observar como vivem as mulheres portuguesas e confirmar se os seus problemas estão realmente resolvidos".

Em "Viver pela Liberdade", Maria Antónia Palla

 

 

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