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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

31
Jan17

Os passos em Volta - Herberto Helder

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Decidi ler o livro de contos de Herberto Helder, aquele referido como o amado por muitos, lido por poucos

Até agora, só conhecia um dos contos (Teorema, que podem ler aqui) que continua a ser o meu conto preferido. 

 

Os diversos contos retratam a viagem de um (?) homem (homens?) e por isso a geografia é importante. Quase todos percorrem cidades europeias com os mesmos denominadores comuns: emigrante empobrecido, por vezes faminto e sem abrigo, a solidão, o desamparo, o conforto das mulheres prostitutas, a morte. Mas é também um palco de sentimentos e humanidade profunda, ainda que sofrida.

 

Termino a leitura com a sensação de que é um autor acima das minhas competências intelectuais, que não fui capaz de vislumbrar a mensagem. Se adorei alguns dos contos, outros deixaram-me completamente perplexa, obrigando-me a uma releitura que não ajudou à compreensão. 

 

Mas se calhar era esse o objectivo. 

 

Meus Deus, faz com que eu seja sempre um poeta obscuro.

30
Jan17

Lista de leituras presidenciais

Matt Grant decidiu desafiar-se, lendo uma biografia sobre cada um dos presidentes dos EUA. Uma excelente ideia.

É caso para dizer: há leitores e depois há leitores ;)

Visto aqui.

 

Fiquei curiosa para ouvir o podcast Presidential.

 

Francamente, a história de Portugal é uma temática que gostaria de começar a introduzir nas minhas leituras. 

Estava aqui a pensar que não sei o nome do primeiro presidente da República... será Arriaga? Mas julgo saber que foi ele que comprou o primeiro carro da Presidência e que continuou a pagá-lo depois de ter abandonado o cargo e doado o carro (um documentário algures e foi o pormenor que ficou). 

Visita ao Google, menos mal. É Arriaga.

 

30
Jan17

A procurar um sentido para o mundo com os livros

O que se está a passar nos EUA é tão grave que deveríamos todos estar em estado de choque. A gravidade prende-se precisamente com o facto de ser os EUA, por ser um símbolo de liberdade e democracia. Se até aí... 

O que os últimos acontecimentos revelam é que é muito fácil destruir uma democracia e instaurar um regime totalitário. Não, não é um exagero.

As últimas horas revelaram que, bastou uma ordem executiva para que órgãos administrativos a cumprissem mesmo que contra ordens judiciais. Compreendem o quanto isto é grave?

Isto em apenas 8 dias de mandato.

 

Começa a ser cada vez mais provável que Trump seja cúmplice de Putin nos seus avanços pela Europa. 

 

Quando, há dias, Trump lançou um ataque sem precedentes contra a comunidade científica, eu peguei em O mundo Infestado de Demónios, de Carl Sagan. 

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Hoje, sinto que acordei para algo muito pior. O ramo judicial foi excluído do sítio web da Casa Branca. Talvez deva começar a ler Da ditadura à democracia, de Gene Sharp.

28
Jan17

Banir livros

Plano Nacional de Leitura inclui livro de Valter Hugo Mãe com linguagem sexual violenta (Jornal Económico)

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Querem uma aposta como as vendas vão subir?

Se calhar estou a ser ingénua, mas julgava sinceramente que esta moda de banir livros fosse coisa de americanos malucos. Parece que não.

Não aconteceu com este, mas adivinho este tipo de movimentos (à distância de um click), quanto mais diversos forem os autores publicados para camadas mais jovens. Agora é tudo muito branquinho e hetero. Quando finalmente houver autores a abordar a sério temáticas como o racismo ou LGBT de forma menos mainstream, acredito que veremos os casos multiplicarem-se.

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Não li o livro (ainda), mas não acredito que a notícia não tenha colocado o excerto mais chocante. É com base nessa que formulo a minha opinião.

A linguagem pode ser gráfica, mas não mais do que a que ouvem no dia-a-dia. Já leram um perfil de Facebook de jovens da mesma idade? A forma como falam entre si, especialmente em privado? 

Se deram aos vossos filhos acesso não supervisionado à internet, os textos da obra, por muito gráficos que sejam, não são novidade alguma.

Aliás, exijam neste momento o tlm dos vossos filhos, acedam à página de FB deles e às mensagens privadas e pasmem.  

A coordenadora do departamento disse: “Qualquer dia temos também de defender a escolha de uma obra do Nobel José Saramago!”.

Mas a verdade é que já tivemos de a defender e também por violação de normas dos bons costumes. 

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