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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

17
Jun17

bibliotecas públicas

Todas as bibliotecas públicas que conheço apenas têm o problema do horário de funcionamento, ajustado ao funcionalismo público, ou seja, enquanto as pessoas estão a trabalhar, as bibliotecas estão abertas; quando as pessoas estão de férias ou de folga, as bibliotecas também. Apesar disso, as bibliotecas têm uma função sociocultural de enorme relevo. São espaços onde jovens e idosos são bem-vindos, onde há desenhos animados e jornais, livros e computadores. Constituindo espaços de liberdade, de criatividade e de cultura, não tenho dúvida de que as bibliotecas públicas são uma das melhores conquistas do nosso país. Completamente gratuitas. Para isto vale a pena pagar impostos. 

 

Ler na íntegra aqui

16
Jun17

Lembram-se daquele meu post?

Aqui

Parece-me que o resumo do Moby Dick foi plagiado do Sparknotes

 

Que pena. De cantor mítico, que vence um Nobel da Literatura, a mais um que quer parecer mais do que é, palgiando o que não é seu.

 

Os políticos plagiam mestrados e doutoramentos. Já o Nobel da Literatura, quando fala de literatura, no seu discurso de aceitação a um prémio de literatura, prefere recorrer à fonte de informação preferida de miúdos de liceu. 

 

Assim anda o mundo em que vivemos.

13
Jun17

Adoecer - Hélia Correia

Em Adoecer, Hélia Correia faz um relato ficcionado da relação entre Elizabeth Sidall e Gabriel Rosselini, ambos pintores do movimento pré-rafaelita. 

Elizabeth Sidall, que começa como musa de cabelos vermelhos que invoca toda uma era de pintores vitorianos, acaba como começa o livro: a ser exumada, para que se recupere um livro de poemas que o seu marido deixou no seu caixão. Se eu não soubesse que ela concordaria, nunca teria consentido.- Foram as palavras deste, para justificar a sua atitude. 

Apesar do livro estar centrado na relação de ambos, vamos seguindo uma verdadeira história da arte, com pintores e escritores do período vitoriano inglês. É verdadeiramente fascinante, e fica claro que a ficção tem muito de não ficção e é sustentado num considerável trabalho de campo. 

Todavia, não posso deixar de dizer que o livro ficou àquem das minhas expectativas pois tornou-se muito repetitivo e algo confuso pela quantidade de personagens. 

Na verdade, fiquei com a sensação que faltou à obra uma edição que eliminasse algumas partes, pois confesso que as repetições eram tantas que me deixavam com a sensação de me ter enganado a marcar onde tinha ficado. Eu não não li isto antes? 

 

Deixo-vos apenas um dos exemplos:

A tranquilidade prometida por J.R. nunca se cumpriu. 

2 páginas à frente:

A promessa que R. lhe fizera, de a deixarem em paz, não se cumpriu.

 

Apesar do que descrevi, nem por um momento me senti demovida a ler a autora. A escrita de Hélia Correia é magnífica, transportando-nos para o período e para o íntimo das personagens.

 

Na estante já aguarda Lillias Fraser. 

09
Jun17

J.K. Rowling

autora de Harry Potter volta a dar uma magnífica lição de civismo, ao tornar pública a sua repulsa por uma atitude misógima de alguém, que até lhe merecia simpatia.

Infelizmente, é apenas um sintoma do da forma como as mulheres são percepcionadas/avaliadas na esfera política (e não só).

 

 

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A ouvir: Call Your Girlfriend, EP. 96: SEE YOU ON THE BALLOT

(sobre projectos que encorajam mulheres a candidatarem-se a cargos públicos)