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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

10
Set17

As minhas compras na Feira do Livro do Porto (até à data)

Gastei mais do que pretendia e que o bom senso determina. Tenho centenas de livros não lidos em casa, neste momento estão encaixotados (por causa das obras), e até já tinha decidido vender metade da minha biblioteca. Mas o que fazer? É uma paixão. 

 

Plano A: Não comprar nenhum livro.

Plano B: Se falhar o plano A, pelo menos comprar apenas livros manuseados, dos expositores de alfarrabistas. Necessito de diminuir a minha pegada ambiental.

Plano C: se falharem os planos A e B, pelo menos comprar apenas autoras portuguesas ou de países cuja língua oficial é o português (uma forma de apoiar a autora).

 

Consegui manter-me no plano B. Sei que comprei, pelo menos dois livros, ao preço que poderia comprar novo, numa edição de bolso. Não o fiz e senti-me satisfeita por ter alinhado o meu comportamento aos meus valores (nem sempre é fácil).

 

Um dos livros tem aspecto de novo, apesar de comprado num alfarrabista. Outro, tem aspecto de velho, mas contém páginas ainda juntas no topo, o que prova que ainda não foi lido. Fico a pensar, que os livros são como as pessoas: nem sempre são o que parecem ser.

 

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Depois de ler A Criação do Mundo fiquei, irremediavelmente, fã de Miguel Torga. O Novos Contos da Montanha serão lidos em breve, para o passar para a minha sobrinha que irá frequentar o 9º ano de escolaridade. 

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Numa banca de €2.00 encontrei um livro de poesia de Odete Costa Semedo, uma das autoras guinienses que tinha na minha lista. Tem a particularidade de ser um livro em edição bilingue: português e kriol; Tal, justificado pela própria autora, que se considera "pertencente às duas culturas".

 

A questão da língua é algo que desejo explorar de futuro. Esquecemo-nos com frequência que os PALOP e Timor, possuem outras línguas e/ou dialectos. Esquecemo-nos que os negros de África, no período da colonização e escravatura tiveram de aprender sozinhos o português, quase sempre apenas foneticamente.

Reconhecer todas essas diferenças, é contextualizar a obra e ganhar riqueza linguística. Por exemplo, estou absolutamente fascinada pelo verbo desconseguir (não conseguir) ou com palavras novas como maningue (muito); ambas lidas em Terra Sonâmbula.

 

Chiquinho de Baltasar Lopes, autor de Cabo Verde, já estava no meu radar. Assim que o alfarrabista mo sugeriu, reconheci o título. 

Apesar de ser um livro de bolso, a edição é muito boa e as letras têm um tamanho excelente. E assim fica no meu radar esta colecção "África Minha" que posso utilizar como referência (Edições Cotovia).

 

Gastei €17.00

 

Outras leituras: 

Feira do Livro do Porto: um guia para leitores pobres e remediados (Público)

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