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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

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Nov17

Na minha lista de natal excêntrica-que-ganhou-o-euromilhões está a revista Imbondeiro

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O imbondeiro é considerado uma árvore sagrada, inspirando poesias, ritos e lendas. Segundo uma antiga lenda africana, por exemplo, uma vez que um morto seja sepultado dentro de um imbondeiro, a sua alma irá viver enquanto a planta existir. Também se diz que a alma dos mortos se pendura nos seus ramos. Curiosamente, essa árvore tem uma vida muito longa, podendo chegar até seis mil anos. 

Blog de um combatente em Ultramar, que fez um texto belíssimo sobre esta árvore

 

Baobab_and_elephant,_Tanzania

Soube da existência desta revista (e de que se tratava de uma árvore), quando um livreiro antiquário de Coimbra (Miguel Carvalho), na Feira do Livro do Porto, teve a gentileza de me ensinar um pouco sobre como começar a ler literatura africana, em especial das ex-colónias.

Mais, fui ao ponto de me atrever a especificar que estava interessava na literatura indígena, não na visão dos colonizadores. E nem isso o demoveu de gentilmente me ceder o seu tempo.

 

Mas não é a única revista de referência. Foi-me também sugerido que lesse "os poetas da Claridade". Ora, a Claridade foi uma revista cabo-verdiana, lançada de 1936 e esteve "no centro de um movimento de emancipação" da sociedade cabo-verdiana*.

 

Saí desse momento com uma consciência do que não sabia e com a certeza que irei encontrar uma literatura riquíssima, se continuar a explorar a literatura africana de países de expressão portuguesa.