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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

01
Out17

Nova editora: Sibila

Finalmente, um novo episódio do programa de rádio/podcast A Páginas Tantas (espero que não passem a quinzenal). Foi aí que ouvi que a escritora Inês Pedrosa tem uma nova editora - Sibila Publicações - para ensaios femininos.

 

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A fúria inspirou a escritora e poeta libanesa Joumana Haddad a criar a primeira revista erótica do mundo árabe. A visão que o Ocidente tem da mulher árabe parece-lhe terrível, e a imagem transmitida pela maioria das mulheres do Médio Oriente, revoltante. Na carta dirigida ao "caro ocidental" que abre este livro, a autora previne: "Se vem aqui em busca de verdades que supõe já saber e de provas que acredita já ter; se alimenta a esperança de ser reconfortado nas suas visões orientalistas, ou de ver reconfirmados os seus preconceitos anti árabes; se espera ouvir a cantilena interminável do choque de civilizações, é melhor parar já. Porque, neste livro, vou fazer tudo o que puder para o 'desapontar'". "Eu Matei Xerazade", desafia as ideias-feitas sobre a feminilidade árabe e, ao fazê-lo, esmaga o antiquíssimo estereótipo de Xerazade, a virginal heroína que passou "As Mil e Uma Noites" a seduzir o rei para que ele não a matasse. Ardente e desassombrado, este ensaio poético e provocador onde a reflexão se cruza com as memórias da infância e da adolescência da autora, precoce leitora do Marquês de Sade que cresceu em Beirute em plena guerra, é um vendaval que vem revolucionar o pensamento contemporâneo sobre as questões de género.

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Mas o meu radar alinhou imediatamente pelo lançamento de Novembro: "Só Acontece aos Outros - Histórias de Violência.", de Maria Antónia Palla, que desvenda a violência oculta na sociedade portuguesa contemporânea. 

Maria Antónia Palla é/foi uma activista dos direitos humanos e do feminismo, que - por acaso - também é a mãe do nosso primeiro ministro. 

Em 2016 li Viver pela liberdade, que foi uma das minhas leituras preferidas desse ano.