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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

02
Dez16

Em Novembro...

Portugal: Os números, Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

Portuguesas com história, séculos XVI e XV (vol. 2), Anabela Natário

Portuguesas com história, séculos X e XIII (vol. 1), Anabela Natário

Saga, Sophia de Mello Breyner

História do Porto - vol.1, Joana Sequeira

A sexta extinção, Elizabeth Kolbert

A infanta rebelde, Raquel Ochoa

A de Açor, Helen Macdonald

A rapariga no comboio, Paula Hawkins

 

 

Assombro, é a palavra do mês do Novembro. Propus-me continuar a ler mulheres, tentar ler mais da estante, mais autoras portuguesas, mais não ficção. 

 

É estranho concluir que ao limitar as minhas leituras (na verdade, mais correcto seria dizer que estou a concentrar as leituras), acabo por alargar os meus horizontes como leitora. Descubro temas, individualidades, autoras e até formas de escritas que não me era habitual ler. Não só, estou a ler mais, como estou a ler melhor (para mim).

 

Portugal em números

O meu mini livro de bolso, Portugal: os números - foi uma surpresa. Basicamente, são dados estatísticos do Pordata, mas estruturados e analisados de uma forma muito interessante. Achei particularmente instrutivo, cruzar a leitura com as discussões sobre o orçamento de Estado. 

No fundo, uma realidade que qualquer cidadã activa deveria conhecer. Foi assim que senti este livro, como parte da minha instrução com cidadã.

 

História de Portugal

Foi na estante que encontrei duas colecções de livros que havia relegado ao esquecimento: Portuguesas com história e História do Porto. Redescobri a nossa história, descobri nomes que não chegam a ser mencionados nos nossos manuais escolares, apesar de instrumentais na génese da  nossa independência nacional, descobri que não sabia nada da história da minha cidade e que muitos dos conceitos que aprendi na escola, estão muito desactualizados ou exagerados. 

Coincidir a leitura, de livros de história de portuguesas nos séculos X a XIII, com um livro de história da minha cidade, para o mesmo período, foi tão instrutiva como surpreendente.

Na verdade, poderia jurar que ouvi os neurónios a trabalhar dentro do crâneo - também eles ficaram impressionados.

 

Comecei a criar uma lista de leitura, apenas com o propósito em mente de ler mais sobre a história de Portugal. Porquê? Porque é fascinante e tem "personagens" fascinantes. 

 

Por exemplo, ainda com a trindade em mente (mulheres, não ficção, nacional), chego ao A infanta rebelde de Raquel Ochoa. Continuo com grandes mulheres enquanto os EUA elegem Trump... parece-me adequado.

 

Não ficção por autoras estrangeiras

Passo para os livros de não ficção por autoras não nacionais. BINGO! Dois livros magníficos, que recomendo a todas/os:

A sexta extinção, Elizabeth Kolbert

A de Açor, Helen Macdonald 

 

Ficção

Mas também li ficção.

A Saga - Sophia de Mello Breyner, para acompanhar as leituras escolares da minha sobrinha. Um pequeno conto, lindíssimo, que recomendo. Um livro triste, sobre vidas incompletas, frustradas e que dificilmente será compreensível para quem viveu menos de 15 anos e tem toda uma vida de esperanças pela fente.

Li a badalada A rapariga no comboio de Paula Hawkins, que com tanto buzz, conseguiu suscitar a minha curiosidade. Depois de esperar a minha vez, nas reservas da biblioteca, passei a poder dizer que também li

 

Não há um único livro que sinta ter desperdiçado tempo de leitura. Cresci com todos, tive prazer em ler com todos - até o mini-livro que só tem estatísticas (sou uma geek - gosto de tabelas e gráficos, que querem que vos diga?).

 

Novembro foi um assombro.

22
Nov16

A Infanta Rebelde, Raquel Ochoa

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Como já havia referido, já andava para ler a autora que venceu o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís (não foi com esta obra).

Quando li que esta Infanta Rebelde, Dona Maria Adelaide de Bragança, viveu duas guerras mundiais, participou activamente na resistência contra os nazis, foi duas vezes presa e por duas vezes condenada à morte... está explicado porque peguei no livro, certo?

Aparece dentro do género "memórias e testemunhos" (não ficção), mas pareceu-me que era muito romanceada. 

 

Dona Maria Adelaide de Bragança foi uma mulher absolutamente fascinante. O seu avó era D. Miguel, o absolutista, que aprendemos estar do lado errado da história.

Nestas memórias, naturalmente que não é essa a versão. Mas a história é sempre escrita pelos vencedores, e quando é escrita pelos vencidos, terá necessariamente uma diferente perspectiva, pelo que também é preciso algum espírito crítico. 

No exílio, esta precoce maria rapaz apesar de algum luxo (empregados, tutores), também viveu a fome que não poupou muitos na primeira guerra mundial. Como tinha 4 anos e era catita, recebia sempre de alguém algo, mas o mesmo não acontecia com o seu irmão, um pouco mais velho, que era a sua companhia de travessuras, mas a quem o orgulho e alguma sensatez já obrigava a recusar. A irmã recorda os seus ralhetes, instanto-a a recusar o que faria falta a outros. 

As brincadeiras destes miúdos, são hilariantes. Imaginem duas crianças a conseguir mudar o ponteiro do relógio da torre da igreja em 20 minutos e depois ver o padre perplexo pelo atraso das pessoas à missa.

 

Mas é no período em que trabalhou na resistência anti-nazi, que a menina se faz uma mulher de garra. Primeiro é condenada à morte pelos nazis e depois pelos russos que os vencem. Da primeira condenação, é salva por Salazar (além de outros membros da família) e da última pelo seu próprio engenho. 

 

Quando consegue chegar a Portugal, não só envereda por obras sociais como consegue indispor Salazar ao opor-se ao Antigo Regime. Aliás, as ligações entre a família real e o ditador terão sido algo complexas, entre a oposição de quem sabia o que era uma ditadura e a gratidão por quem lhe salvou a vida.

 

Uma pessoa sobre a qual gostaria imenso de ler mais é Maria Teresa de Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, a mãe da infante, descrita como alguém de uma extraordinária generosidade para com os outros, especialmente durante os períodos da fome.

 

Em muitos momento senti que faltava alguma fluidez no texto, nomeadamente ligando diferentes momentos, quando tentava intercalar as memórias com a história da família real, porém foi uma leitura muito agradável. 

 

Dona Maria Adelaide de Bragança morreu em 2012 com 100 anos. Até ao livro de Rachel Ochoa, nunca tinha ouvido falar dela. É este o poder dos livros.

 

 

17
Nov16

História do Porto (vol.1) - Como nasce uma cidade

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Já tenho esta colecção há uns 6 anos. Provavelmente foi-me oferecida pelos meus pais porque foi distribuída com o Jornal de Notícias.

 

São 15 volumes com a história do Porto, editada pela QuidNovi e que tem como autores "um grupo heterogéneo de autores, de um modo geral ligados à vida académica". Cada volume parece encapsular um período da história da cidade mas também do país, como pude comprovar pela leitura do primeiro volume, pela historiadora Joana Sequeira.

 

Quinze volumes que não valorizei até perceber, pela sua leitura, o quanto desconhecia e o quando poderia ainda aprender. 

 

Leio a primeira página e descubro logo que, no lugar onde moro foram encontrados vestígios de ocupação humana que remontam ao período Acheulense (do Paolítico Inferior): 400 a 120 mil anos atrás.

Percebo ainda que, apesar de os centros históricos (pelas sucessivas construções) poderem não evidenciar vestígios materiais de ocupação, a toponímia das cidades ou lugares (nomeadamente em documentos medievais) podem dizer-nos muito sobre o que lá existiu: Antas, Arca, Arca Velha, Mamoa, Mamoa Pedrosa, Mamoa Furada, Pedra Pinta.

 

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Descobri ainda que existe uma casa, no Porto, que "em apenas três metros de profundidade detetaram-se vinte camadas arqueológicas, integrando ruínas arquitectónicas e espólios dos sécs. IV-III a.c. até à atualidade".  E que eu nunca visitei.

 

E ler não ficção em adulta tem estas vantagens: actualização de informação. Se são da mesma geração que eu, vou achar este trecho surpreendente:

E depois vieram os suevos. E com eles, os vândalos e os alanos. No Outono de 409, hordas de "bárbaros" transpuseram os Pirinéus e invadiram a Península Ibérica. Esta é a história que durante muito tempo se contou, mas não foi bem assim que as coisas se passaram. Não só não vieram em grandes hordas, como não estavam propriamente a invadir. O contingente de "bárbaros" nunca ultrapassou uns meros cinco por cento do total da população. E quanto a invadir, a verdade é que tinha sido o próprio general romano Gerôncio a chamá-los, na esperança de obter ajuda militar para defender a posição de um imperador usurpador, que ele mesmo proclamara na Hispânia e que dava pelo nome de Máximo.

 

Outro trecho que me fascinou sobre São Martinho de Dume e os dias da semana. Parece que o católico não gostava que se continuassem a associar os dias da semana ao nome de divindades romanas:

Não caiu a sua crítica em saco roto. Uma das mudanças culturais ocorridas e que prova o alcance da sua autoridade foi a aplicação dos termos litúrgicos aos dias da semana (segunda-feira, terça-feira,...), que só a língua portuguesa adoptou. Todas as outras línguas românicas conservam os designativos romanos (lunes, martes,... lundi, mardi). Original, no mínimo.

 

E isto é apenas uma amostra, do 1º de 15 volumes, de uma "colecçãozita de jornal". Sobre ela, não encontrarão dezenas de reviews no booktube, mas asseguro que merecia muito mais visibilidade.

 

O meu plano é combinar a leitura desta colecção com a "Portuguesas com História", tentando coincidir a cronologia. Fiz isso com o primeiro volume e foi muito interessante. 

 

Decididamente, encontrei o livro perfeito para combinar os meus projectos de leitura: ler mulheres, ler os nossos, não ficção. E nem precisei de sair da minha estante.

17
Nov16

A sexta extinção - Elizabeth Kolbert

 

Este livro não é nada do que eu pensei que iria ser. Que fantástica surpresa. 

 

A jornalista Elizabeth Kolbert leva-nos pela história e pelo mundo, em treze capítulos temáticos. para nos mostrar o impacto que o ser humano está a ter em espécies de fauna, flora e até geologia. Tudo numa linguagem acessível, informativa e bem humorada.

 

Pelo mundo, ficamos a conhecer experiências científicas, o dia a dia dos próprios cientistas, projectos relacionados com a superfície terrestre ou espécies de fauna e flora. Infelizmente quase todos os capítulos são sobre como a uma espécie está a desaparecer.

 

Gostaria de ser muito mais eloquente para transmitir os conteúdos fascinantes deste livro: da Amazónia, à Grande Barreira dos Corais; dos animais extintos aos zoos criogénicos que estão a ser criados pelo mundo (uma Arca de Noé para o futuro).

 

Com livros assim, fica-se com uma imensa sede de mais saber e é por isso que os livros de não-ficção irão continuar a ser uma boa parte das minhas leituras.

 

Coisas que aprendi e que me surpreenderam:

 

O conceito de animal extinto só surge no final do século XVIII. A história como concluíram pela tese do impacto do asteróide é fascinante. 

 

Darwin foi grandemente influenciado por um geólogo, Charles Lyell, que publicou as suas ideias em 3 grandes volumes cuja primeira edição vendeu 45 mil exemplares - livros de geologia a vender 45000 cópias só numa primeira edição... no séc. XIX! Esses livros, foram a leitura de Darwin na sua viagem no Beagle.

 

Sempre achei que o grande mérito dos Principles era de que alterava todo o tom de uma mente

A frase é de Darwin, precisamente sobre a obra de Lyell. Que magnífica descrição sobre o poder dos livros: alterar todo o tom de uma mente.

 

 

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Tudo que aprendi sobre o homem Neandertal estava errado. Estudos mais recentes dizem que afinal são muito mais parecidos do homem moderno, do que a imagem do peludo que nos deram.

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 Na verdade, somos quase todos 1% a 4% de Neandertal.

 

Jonathan Schell escreveu "a futurologia nunca foi um campo de investigação muito respeitável, mas é difícil não ver o futuro do nosso planeta e da nossa espécie, reflectido num presente que já evidencia a extinção de um enorme número de espécies, o empobrecimento da biodiversidade, os efeitos desastrosos do aquecimento global. 

 

Aliás, se pensarmos que a acidificação dos oceanos - que já é mensurável e uma das consequências do aquecimento global e emissão de CO2 - desempenhou um papel em pelo menos duas das cinco grandes extinções e possivelmente foi factor determinante numa terceira, não há como ser optimista.

 

Sugestões de leitura:

Climate Change: In Focus (Projecto fotográfico)

Stephen Hawking just gave humanity a due date for finding another planet (Washington Post)

 

Sugestão de visionamento:

 Lista de reprodução das TED Talks (5 vídeos)

Livro lido graças à minha biblioteca pública

11
Nov16

Os livros saltam-me para a mão... a culpa não é minha

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A de Açor de Helen Macdonald é um livro de memórias.

O açor é a ave de rapina que aparece na bandeira açoriana. É parecida com o falcão, mas não é falcão. Ainda não percebi porque o título original é H for Hawk. Hawk não significa falcão? Estou confusa.

 

 Sentia-me esquisita: exausta, agitada, com a sensação desagradável de me terem tirado o cérebro e enchido o crânio com qualquer coisa semelhante a folha de alumínio aquecida no micro-ondas, amarrotada, queimada e a fazer faíscas. 

 

É mais ou menos assim que me tenho sentido nas últimas duas semanas. O livro tinha de vir comigo.

 

A infanta rebelde de Rachel Ochoa

Ando para ler a autora que venceu o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís (não foi com esta obra). Quando li que esta Infanta Rebelde, Dona Maria Adelaide de Bragança, viveu duas guerras mundiais, participou activamente na resistência contra os nazis, foi duas vezes presa e por duas vezes condenada à morte... está explicado porque peguei no livro, certo?

Aparece dentro do género "memórias e testemunhos", pelo que estou a deduzir que também é uma não-ficção. 

 

A viúva, Fiona Barton

Não é não-ficção, a autora não é portuguesa, mas estou farta de ouvir que é o thriller psicológico do momento. Estava à mão...

07
Nov16

As minhas estantes

Este fim de semana dediquei-me à limpeza dos meus livros. Aproveitei para os registar no GoodReads e os organizar por leituras futuras: escritores/as lusófonos/es e não ficção. 

 

Ao todo e sem contar com os livros de arte, catálogos de museus e os infanto-juvenis que estão na estante das miúdas, tenho 353 livros.

Se pensam que a seguir vem um tenho demasiado livros, enganam-se. Tenho uma lista de livros a comprar, livros que já li e quero ter na minha biblioteca ou que, por já não serem editados e não os encontrar nas bibliotecas, não tenho outra forma de os ler, senão comprando (usados).

 

Mas quero ler mais da minha estante, porque há demasiados livros não lidos.

 

Por exemplo, estou a adorar ler a colecção Portuguesas com História, uma colecção do Círculo de Leitores que estava na estante há uns bons sete ou oito anos sem qualquer leitura. 

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Entretanto, nas arrumações, percebo que uma outra colecção, sobre a história da cidade do Porto, possui vários volumes com autoria feminina. 

 

Assim e como os livros de história de mulheres me levaram até ao séc. XV, vou tentar fazer uma leitura paralela com os livros da história do Porto.  

Ainda por cima, os dois primeiros volumes da História do porto são escritos por mulheres, o que é muito conveniente.

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A vida por vezes é assim. Tenho listas e listas de livros de não ficção, estrangeiros, e acabei por descobriu um prazer enorme em ler sobre a minha história, de entre os livros da minha estante. 

 

26
Out16

Livros de não-ficção por autoras portuguesas

Como referi, Novembro vou dedicar-me à não-ficção e confesso que tenho uma lista ENORME de livros a ler, neste género. E embora já soubesse que seria fácil ler apenas mulheres, o que não sabia é que encontraria tantos títulos interessantes por escritores/as portugueses/as. 

 

Vou ser franca, a minha opinião de livros de não-ficção portugueses não é muito boa. Acho que a qualidade está a anos luz dos anglo-saxónicos e ou são pseudo-ciência ou académicos ao ponto de serem intragáveis de ler.

 

Porém, tenho visto títulos interessantes que gostaria muito de explorar. Aliás, cheguei a perceber que há autores/as a publicarem bastante neste nicho. E há títulos para todos os gostos.

 

Viver pela liberdade - Maria Antónia Palla

O livro que estou a ler neste momento, por recomendação (a pedido) de uma bibliotecária. Maria Antónia Palla é/foi uma activista dos direitos humanos e do feminismo, que - por acaso - também é a mãe do nosso primeiro ministro. 

Está a ser uma leitura fascinante, já que trata em muito do jornalismo e dos movimentos estudantis no período da censura (anos 60, especialmente). 

 

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As primeiras mulheres repórteres, Portugal nos anos 60 e 70 - Isabel Ventura 

Uma sequência natural para o livro de memórias de M. Palla.

 

 

O racismo em português - Joana Gorjão Henriques 

O porquê de estar no topo da lista, aqui

 

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A arquitectura e a comensalidade - Uma história da casa através das práticas culinárias - Mariana Sanchez Salvador

Sempre me atraiu o estudo da nossa história através da perspectiva da vida privada. É uma tese de mestrado pelo que espero que não seja demasiado "cinzenta".

 

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Animais e Companhia na História de Portugal - Maria Antónia Lopes

Quando li a sinopse, ri-me tanto que soube que teria de o ler. 

Sabia que, em 1714, um grupo de frades moveu um processo judicial às formigas que flagelavam o Convento de Santo António? E que, até finais da Idade Média, havia ursos nas florestas portuguesas, sendo que, quem os caçasse, era obrigado a enviar as patas ao rei? Numa obra inovadora, exaustiva e rigorosa, descubra as relações que se estabeleceram entre a sociedade e os bichos, em Animais e Companhia na História de Portugal.

 

Da mesma autora:

  • Bigamia Em Portugal Na Época Moderna
  • Vivências no feminino: poder, violência e marginalidade nos sécs. XV e XIX
  • As mulheres perante os tribunais do Antigo Regime na Península Ibérica 

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O tempo das criadas - Inês Brasão

E já que estamos a falar da história da vida privada, um livro de memórias sobre a "condição servil", que - na minha memória - é feita de crianças atiradas para a casa de patrões, para "servir"; é assim que me recordo das histórias de familiares, "a servir" desde os 8 ou 9 anos de idade.

 

 

25
Out16

Leituras para Novembro

Em Novembro vou acompanhar (muito livremente) dois desafios que foram sendo lançados à comunidade por três dos meus canais preferidos do Booktube:

abookolive - Non Fic Books - A Mulher que Ama Livros

 

 

#NonfictionNovember2016 

A Olive e a Gemma voltam a desafiar a comunidade de leitores do YouTube para ler não ficção. Como vieram de encontro aos meus planos, não poderia estar mais satisfeita. 

Elas desafiam à leitura de não ficção, sugerindo 4 categorias. Porém, advertem que o objectivo é apenas ler alguma não ficção.

As 4 categorias são:

Novo - Um livro recente ou num tópico que seja algo completamente novo para vós.

Controverso - Sobre um tópico controverso, ou uma figura controversa.

Importante - Um livro que considerem ser importante, de alguma forma, para melhorar a vossa vida (pessoal, profissional), ou que considerem ser um livro/assunto importante para uma cidadã do mundo.

Fascinante - Um livro sobre um tópico que vos suscite muito interesse.

 

#lerosnossos

A Cláudia teve a excelente ideia de encorajar a leitura de autores/as nacionais. Um dos benefícios de me embrenhar na leitura exclusiva de autoras é ter descoberto muitas autoras portuguesas que não conhecia e que passaram a ser referências de leituras futuras e tornaram-se as preferidas entre muitas.

 

Naturalmente que continuarei a ler mulheres e a procurar ler das minhas estantes.

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