Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

26
Dez16

2016: Os mais marcantes do meu diário de leituras

Em 2016 decidi apenas ler mulheres. Ao restringir as minhas leituras, eu estava, na verdade a procurar aumentar os meus horizontes literários. Queria conhecer novas autoras, autoras de períodos em que não seria fácil para as mulheres serem escritoras, queria ler autoras que sempre conheci e nunca li, e descobrir autoras completamente desconhecidas.  

 

No que respeita a leituras, 2016 foi o melhor ano que já tive. Não se trata de qualidade (real ou percepcionada) de livros lidos ou da quantidade de livros que li, mas do prazer de ler estes livros, da motivação em ler mais (da autora cujo livro terminara, de um outro para o qual ela remetia, ou sobre o tema que desejava continuar a explorar). 

 

Depois de um ano a ler mulheres, não vos sei dizer se existe uma literatura ou voz feminina, mas sei nunca encontrei o feminino como o encontrei nas Novas cartas portuguesas (Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa). Na verdade, pergunto-me como foi possível só descobrir este livro e estas autoras aos 40 anos. 

 

De entre a ficção em língua estrangeira tenho de destacar o deslumbre que foi descobrir a triologia Gilead de Marilynne Robinson. Na verdade, ainda me falta um dos livros, mas lá chegarei.

 

Outra leitura, que foi sem dúvida um ponto alto do meu ano literário, foi A de Açor (Helen Macdonald). Tivesse eu as palavras... Magnífico, envolvente, melancólico, avassalador,...

 

Em 2016 rendi-me à saga Harry Potter. Li-a TODA! Foi muito divertido, não me lembro da última vez que li fantasia ou uma saga, para ser honesta. Foi fantástico partilhar Harry Potter com as leitoras mais jovens e partilhar o entusiasmo delas. 

 

E por falar em Saga, finalmente consegui ler alguns volumes da hiper badalada novela gráfica. Se mais tivesse à mão, mais teria lido. Adorei!!!

 

Foi também em 2016 que comecei a reler Agatha Christie, sempre uma leitura de conforto porque nunca desilude.


Uma outra descoberta foi o quanto estou a gostar de ler não ficção. Tinha como objectivo de me tornar uma mais esclarecida cidadã do mundo, mas não esperava encontrar leituras tão diversas como interessantes (e viciantes). Destacaria:

- A sexta extinção, Elizabeth Kolbert
- Vítimas de Salazar, Irene Pimentel e outros
- Viver pela liberdade, Maria Antónia Palla
- Portuguesas com história, Anabela Natário (vários volumes na minha estante, que comecei a ler)
- História do Porto (vários volumes na minha estante, que comecei a ler)

 

Finalmente, a releitura de Jane Eyre, de Charlotte Brontë, uma obra que revisito de tempos a tempos. É magnífico.

 

Há tanto mundo nos livros!

24
Dez16

A noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen

E mostrou-lhe a casa da lenha onde dormia um gato.

Capturar.JPG

Os livros infantis de Sophia de Mello Breyner Andresen estão particularmente ligados à quinta dos seus avós, hoje Jardim Botânico do Porto. 

 

A minha foto preferida, de uma visita ao espaço é da porta da “casa do gato”. Esta casa não era da lenha, mas o armazém da horta da quinta. O buraco na porta era para os gatos entrassem e impedissem os ratos de comer os alimentos armazenados. 

 

- E achas que o meu amigo vai ter muitos presentes?

- Qual amigo? - disse a cozinheira.

- O Manuel.

- O Manuel não. Não vai ter presentes nenhuns.

- Não vai ter presentes nenhuns?

- Não. - disse a Gertrudes abanando a cabeça.

- Mas porquê, Gertrudes?

- Porque é pobre. Os pobres não têm presentes.

- Isso não pode ser, Gertrudes.

- Mas é assim mesmo - disse a Gertrudes fechando a tampa do forno.

Joana ficou parada no meio da cozinha. Tinha compreendido que era "assim mesmo".

21
Dez16

O livro negro - Hilary Mantel

9789722635943.jpg

O Livro negro é o segundo livro de uma triologia de Hilary Mantel sobre a vida de Thomas Cromwell na corte de Henrique VIII. 

O primeiro livro - Wolf Hall - acompanhava Thomas Cromwell enquanto Henrique VIII se apaixonava por Anne Boleyn e os esforços que desenvolveu para se casar com ela e anular o seu casamento com Catarina. 

No segundo livro, vemos o casamento de Henrique VIII desmoronar e termina com a cabeça de Anne Boleyn a rolar. 

 

O extraordinário em Hilary Mantel é a primazia da sua escrita e a forma como nos mantém em suspensão, sem querer parar de ler, apesar de sabermos como vai acabar a história. 

 

Não é de admirar que Hilary Mantel tenha vencido, com estes livros, o prémio Man Booker. 

 

Aguardarei pacientemente por The Mirror and the Light, a terceira obra da triologia. 

 

Até lá, a senhora que se segue é Harriet B. Stowe com A cabana do Pai Tomás (se conseguir aguentar as letras pequeninas da edição que consegui arranjar).

 

08
Dez16

Rei Rique e outras Histórias - Ilse Losa e Júlio Resende

Eu não acredito no sobrenatural, mas de vez em quando, acredito na magia dos livros. 

Estava eu num sala de espera de um hospital, com uma venda social mesmo ao lado, quando decido espreitar os livros. Encontrei um pequeno livro chamado Rei Rique e outras Histórias,  ilustrado por Júlio Resende. Foi isso que me fez pegar nele.

1.JPG

 

Novamente na sala de espera, li-o de fio a pavio e adorei. Sim, eu leio livros infantis.

 

Pensei logo na criança que iria recebê-lo e qual não é a minha surpresa quando descubro que o último conto tem o nome dela. Serendipity.

Imagem (10).jpg

 

Num conto delicioso, uma menina, farta de fazer cópias, decide escrever uma história imaginada por ela. Porém, quando a apresenta à professora, esta apenas consegue ver os erros ortográficos.

Joana, nada de fantasias!! Só cópias!!

 

Felizmente, quando os adultos falham, há crianças que têm animais por amigos, que ouvem as suas histórias e abanam o rabo em contentamento. 

Quantas crianças não verão, nestes horários escolares das 8-18, a sua criatividade tolhida pelos adultos?

 

A criança a quem vou dar o livro também se chama Joana. Vou pedir-lhe que me escreva uma história.

26
Nov16

Também li A rapariga no comboio de Paula Hawkins

1540-1.jpg

 

"... a sua constante sabotagem de si próprio, pois é uma característica comum dos alcoólicos fazerem planos e promessas a si mesmos, aos outros, fervorosamente, sinceramente, e na esperança de se redimirem. Promessas que são quebradas vezes sem conta pelo medo, pela falta de coragem, por inúmeras coisas que ocultam esse desejo profundo, arraigado, de eliminar um EU destroçado." 

 

Esta não é uma citação de Paula Hawkinks, mas de Helen Macdonald, no seu A de Açor que terminei ainda há pouco. 

 

Mas é a frase que me vinha constantemente à mente, durante a leitura de  A rapariga no comboio, porque foi a minha parte preferida do livro, a descrição do alcoolismo de Rachel, a personagem principal deste livro. É uma das consequências de quem lê de enfiada os livros... este encadeamento, esta ligação entre todos que é, na realidade a nossa humanidade. 

 

A rapariga no comboio é a primeira obra de Paula Hawkinks e há dois anos que vende milhões e milhões de cópias. É vendido como o livro a ser para quem gostou de "Gone Girl", um thiller vertiginoso, que vai deixar os seus leitores arrepiados. 

 

Querido Diário de Leituras,

cheguei a casa pelas 18h00, tomei um banho, fiz um chá, tomei um comprimido e meti-me na cama.

Como a mente não abrandava, peguei no livro - A rapariga no comboio - empréstimo da biblioteca, depois de aguardar a minha vez no sistema de reservas. Pousei-o pelas 19h30 para fazer o jantar. Jantei na cama com um tabuleiro: garfo numa mão e livro na outra. Às 23h00 o livro estava terminado.

Depois da ficção terminar, a realidade bateu-me à porta e só iria dormir às 5h. 

"Perdi o controlo sobre tudo, até sobre os lugares dentro da minha cabeça" - esta é uma citação do livro em causa.

 

Rachel é uma alcoólica que vive nos subúrbios de Londres e no percurso de comboio, entre a casa onde vive e a cidade, acompanha o dia-a-dia dos habitantes das casas, que vai vendo na sua viagem. Tem uma casa preferida, com um casal a quem atribui nomes e vidas imaginárias.

 

 

Mas a vida tem sempre uma forma de nos estragar a imaginação e ela vê algo que acaba com o casamento aparentemente idílico. E quando o elemento feminino do casal desaparece, ela percebe que foi testemunha de algo fundamental.

Porém, uma alcoólica não é uma testemunha fiável, nem mesmo da sua própria vida.

 

O livro está a ser vendido com um thiller policial - rapariga desaparece, alguém investiga, percorremos as páginas até o clímax: saber o quem/como/porquê. Como policial, confesso que prefiro Agatha Christie.  Paula Hawkinks dá tantas voltas ao texto que começa a tornar-se tão previsível quando inverosímil. 

 

Porém, como romance com um excelente e coerente desenvolvimento de personagem, é muito bom. Adorei o que Paula Hawkinks faz com Rachel, ao longo da obra, preto no branco e com todos os tons de cinza que queiram imaginar.

24
Nov16

A de Açor - Helen Macdonald

 

 

1507-1.jpg

Se me tivessem dito que um dia iria ficar fascinada com um livro de não ficção sobre o treinamento de um falcão, eu iria dizer-vos que me colocaria a milhas de um livro assim. Hoje, coloco-o como um dos melhores livros de memórias que li, na verdade, é bem possível que seja o melhor. 

 

Este é um livro de não ficção, que é uma combinação de livro de memórias da autora, biografia de um escritor (T. H. White), narrativa sobre aves de rapina (história, enciclopédia, descrições diversas, passo-a-passo do seu treino), mas também uma reflexão sobre o mundo em que vivemos (do aquecimento global à tortura em Abu Ghraib). 

 

É um livro sobre o luto. Helen perdeu o pai e decidiu "fugir" para o campo com o propósito de treinar Mabel, um açor, que é uma ave de rapina parecida com o falcão. Esta é a Mabel: 
h-is-for-hawk-011.jpg

 

Durante o luto, numa espiral de depressão, Mabel é o fio que agarra Helen a uma vida regularizada pelas rotinas do treino. 

 

Porque dorme tanto? As aves de presa dormem quando estão doentes. Esta deve estar doente. Porque estou eu a dormir? Estarei também doente? Que se passa com ela? Que se passa comigo?

 

Segui Helen pelos campos ingleses, cada descrição a colocar-me lá, fosse no deslumbramento da paisagem ou na tensão dos momentos de caça. Mas Helen Macdonald não é uma deslumbrada. Ela sabe o mundo em que vive, ela não se deixa levar pelo enamoramento do mítico passado (nomeadamente os das lendas arturianas, que seriam as obras mais conhecidas de T. H. White).

 

Essas colinas de greda branca tinham a sua história nacional, tal como possuíam a sua história natural. E foi também muito mais tarde que compreendi que estes mitos magoam. Que funcionam para varrer outras culturas, outras histórias, outros modos de amar, trabalhar e estar numa paisagem.

 

Leio este parágrafo, e é-me impossível não associar o trecho aos Descobrimentos, tantas vezes idolatrados e raramente lembrados como o período mais vergonhoso da nossa história, enquanto assassinos e escravizadores de outros seres humanos.

hawk-554944.jpg

 

E na verdade, apesar de termos açores a ocupar quase todas as páginas, este livro é sobre humanos...

 

E também me apercebo de que, todos os dias que passei com a Mabel, só nos abordaram pessoas à margem: crianças, adolescentes góticos, sem-abrigo, estudantes de outros países, viajantes, bêbados, gente de férias. "Agora somos marginais, Mabel", digo-lhe, e a ideia não me parece desagradável. Mas sinto-me envergonhada da reserva dos meus compatriotas. Do seu desejo de continuar a andar, de seguir caminho, de não comentarem, não interrogarem, não se interessarem por qualquer coisa peculiar, invulgar, por nada que não seja completamente normal.

 

Poderia dizer-vos como me senti permanentemente tocada pela experiência de Helen Macdonald, na verdade, tão em sintonia com os seus sentimentos que é um pouco assustador - afinal de contas é também um livro sobre o luto e a depressão. Mas porque isso me parece demasiado desagradável, termino com palavras de esperança na humanidade:

 

As mãos são para serem seguradas por outras mãos humanas.

 

17
Nov16

A sexta extinção - Elizabeth Kolbert

 

Este livro não é nada do que eu pensei que iria ser. Que fantástica surpresa. 

 

A jornalista Elizabeth Kolbert leva-nos pela história e pelo mundo, em treze capítulos temáticos. para nos mostrar o impacto que o ser humano está a ter em espécies de fauna, flora e até geologia. Tudo numa linguagem acessível, informativa e bem humorada.

 

Pelo mundo, ficamos a conhecer experiências científicas, o dia a dia dos próprios cientistas, projectos relacionados com a superfície terrestre ou espécies de fauna e flora. Infelizmente quase todos os capítulos são sobre como a uma espécie está a desaparecer.

 

Gostaria de ser muito mais eloquente para transmitir os conteúdos fascinantes deste livro: da Amazónia, à Grande Barreira dos Corais; dos animais extintos aos zoos criogénicos que estão a ser criados pelo mundo (uma Arca de Noé para o futuro).

 

Com livros assim, fica-se com uma imensa sede de mais saber e é por isso que os livros de não-ficção irão continuar a ser uma boa parte das minhas leituras.

 

Coisas que aprendi e que me surpreenderam:

 

O conceito de animal extinto só surge no final do século XVIII. A história como concluíram pela tese do impacto do asteróide é fascinante. 

 

Darwin foi grandemente influenciado por um geólogo, Charles Lyell, que publicou as suas ideias em 3 grandes volumes cuja primeira edição vendeu 45 mil exemplares - livros de geologia a vender 45000 cópias só numa primeira edição... no séc. XIX! Esses livros, foram a leitura de Darwin na sua viagem no Beagle.

 

Sempre achei que o grande mérito dos Principles era de que alterava todo o tom de uma mente

A frase é de Darwin, precisamente sobre a obra de Lyell. Que magnífica descrição sobre o poder dos livros: alterar todo o tom de uma mente.

 

 

charlesdarwin26.jpg

 

Tudo que aprendi sobre o homem Neandertal estava errado. Estudos mais recentes dizem que afinal são muito mais parecidos do homem moderno, do que a imagem do peludo que nos deram.

neandertal-en-traje-ropa-moderna1.jpg

 

 Na verdade, somos quase todos 1% a 4% de Neandertal.

 

Jonathan Schell escreveu "a futurologia nunca foi um campo de investigação muito respeitável, mas é difícil não ver o futuro do nosso planeta e da nossa espécie, reflectido num presente que já evidencia a extinção de um enorme número de espécies, o empobrecimento da biodiversidade, os efeitos desastrosos do aquecimento global. 

 

Aliás, se pensarmos que a acidificação dos oceanos - que já é mensurável e uma das consequências do aquecimento global e emissão de CO2 - desempenhou um papel em pelo menos duas das cinco grandes extinções e possivelmente foi factor determinante numa terceira, não há como ser optimista.

 

Sugestões de leitura:

Climate Change: In Focus (Projecto fotográfico)

Stephen Hawking just gave humanity a due date for finding another planet (Washington Post)

 

Sugestão de visionamento:

 Lista de reprodução das TED Talks (5 vídeos)

Livro lido graças à minha biblioteca pública

14
Nov16

A história de uma serva - Margaret Atwood

Há livros que precisam de tempo de reflexão. Curiosamente, este era um livro há muito desejado e que foi sendo adiado. Por razão alguma, ou a mesma de sempre: tantos livros, tão pouco tempo.

 

Esta distopia, ao contrário do habitual, não é num futuro longínquo e repleto de ficção científica. Num futuro próximo, em que as personagens têm ainda as suas memórias de viver em liberdade, vive-se uma teocracia. As mudanças são graduais mas contínuas. Um dia, as mulheres deixam de poder trabalhar, as suas contas bancárias são congeladas e só podem ser movimentadas pelos seus maridos. Uma mera transição, afinal de contas o dinheiro não está perdido. Depois, impõe-se outro serviço a mulheres - as férteis devem procriar para as inférteis - passam a servas. 

 

Conhecem a história do sapo que coze em lume brando? Se o largarem em água a ferver, ele vai saltar, mas se aquecerem lentamente a água, ele irá morrer porque quando a água for demasiado quente, será tarde demais.

 

O problema com as ditaduras é que começam sempre pelos outros, e enquanto nos vamos sentindo seguros por não sermos os outros, o perigo vai-se aproximando, até ser tarde demais.

 

A ler, a reler e ler novamente.

30
Out16

Lidos em 2016

Janeiro

1. Fanny Owen, Agustina Bessa Luís

2. Objectos cortantes, Gillian Flynn

3. Davy Crockett, Enid Lamonte Meadowcroft

4. Gestão de tempo para mulheres ocupadas, Maria José da Silvéria Núncio

5. Ao meu filho, Marilynne Robinson

 

Fevereiro

6. Aquário e sagitário, Agustina Bessa-Luís

7. Open adoption: not so simple math, Amy Seek [conto]

8. Desvio inesperado, Vicky Baum [conto]

9. A visita do brutamontes, Jennifer Egan

 

Março

10. Sensibilidade e bom senso, Jane Austen

11. Room, Emma Donoghue

12. In the woods, Tana French

13. Beneath these stones, Ann Granger

14. O assassinato de Roger Ackroyd, Agatha Christie

15. The lottery, Sherley Jackson [conto]

 

Abril

16. Vítimas de Salazar, Irene Pimentel e outros

17. Harry Potter e a pedra filosofal, J.K. Rowling

18. Harry Potter e a câmara dos segredos, J.K. Rowling

19. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, J.K. Rowling

 

Maio

20. Poemas e fragmentos de Safo (tradução Eugénio de Andrade)

21. O cônsul desobediente, Sónia Louro

22. Orlando, Virginia Wolf

 

Junho 

23. Lila, Marilynne Robinson

24. One with you, Sylvia Day

25. Harry Potter e o cálice de fogo, J.K. Rowling

26. Pássaros da América, Lorrie Moore [contos]

 

Julho

27. Novas cartas portuguesas, Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa 

28. O estranho caso do comboio azul, Agatha Christie

29. A casa em espiral, Isabel Cristina Pires [contos]

30. The Heart is a Lonely Hunter, Carson McCullers

31. Poirot, O golfe e o crime, Agatha Christie

 

Agosto

32 . A cidade das mulheres, Christine de Pisan

33. Now is the hour, Emily Devenport [conto] 

34. Poesia/Prosa de Maria Teresa Horta

35. Um crime no Expresso do Oriente, Agatha Christie

36. Terra Bendita, Pearl S. Buck

37. Os filhos de Wang Lung, Pearl S. Buck 

38. A vida misteriosa dos cadáveres - Mary Roach

A obra ao negro, Marguerite Yourcenar (a ler)

 

Setembro 

A obra ao negro, Marguerite Yourcenar (leitura abandonada na pg. 173)

39. Harry Potter e a Ordem da Fénix, J.K. Rowling

40. Harry Potter e o Príncipe Misterioso, J.K. Rowling

41. Tempos complicados, soluções simples, Bárbara Barroso

42. Do branco ao negro, várias autoras

43. Harry Potter e as relíquias da morte

 

Outubro

44. Saga #1 (fascículos 1-6) - Fiona Staples, Brian K. Vaughan [novela gráfica]

45. Saga #2 (fascículos 7-12) - Fiona Staples, Brian K. Vaughan [novela gráfica]

46. O conservador - Nadine Gordimer

47. Agnes Grey - Anne Bronte

48. Jane Eyre - Charlotte Bronte

49. A morte da mãe, Maria Isabel Barreno

50. Viver pela liberdade, Maria Antónia Palla 

51. O problema de ser norte, Filipa Leal

52. A história de uma serva, Margaret Atwood

 

Novembro

53. Viúva, Fiona Barton

54. Portugal: Os números, Maria João Valente Rosa e Paulo Chitas

55. Portuguesas com história, séculos XVI e XV (vol. 2), Anabela Natário

56. Portuguesas com história, séculos X e XIII (vol. 1), Anabela Natário

57. Saga, Sophia de Mello Breyner

58. História do Porto - vol.1, Joana Sequeira

59. A sexta extinção, Elizabeth Kolbert

60. A infanta rebelde, Raquel Ochoa

61. A de Açor, Helen Macdonald

62. A rapariga no comboio, Paula Hawkins

 

Dezembro

63. O Rei Rique e outras histórias, Ilse Losa (autora) e Júlio Resende (Ilustrações)

64. Estação Onze - Emily St. John Mandel

65. A noite de natal - Sophia de Mello Breyner Andresen e Júlio Resende (Ilustrações)

66. O livro negro - Hilary Mantel