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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

13
Jun17

Adoecer - Hélia Correia

Em Adoecer, Hélia Correia faz um relato ficcionado da relação entre Elizabeth Sidall e Gabriel Rosselini, ambos pintores do movimento pré-rafaelita. 

Elizabeth Sidall, que começa como musa de cabelos vermelhos que invoca toda uma era de pintores vitorianos, acaba como começa o livro: a ser exumada, para que se recupere um livro de poemas que o seu marido deixou no seu caixão. Se eu não soubesse que ela concordaria, nunca teria consentido.- Foram as palavras deste, para justificar a sua atitude. 

Apesar do livro estar centrado na relação de ambos, vamos seguindo uma verdadeira história da arte, com pintores e escritores do período vitoriano inglês. É verdadeiramente fascinante, e fica claro que a ficção tem muito de não ficção e é sustentado num considerável trabalho de campo. 

Todavia, não posso deixar de dizer que o livro ficou àquem das minhas expectativas pois tornou-se muito repetitivo e algo confuso pela quantidade de personagens. 

Na verdade, fiquei com a sensação que faltou à obra uma edição que eliminasse algumas partes, pois confesso que as repetições eram tantas que me deixavam com a sensação de me ter enganado a marcar onde tinha ficado. Eu não não li isto antes? 

 

Deixo-vos apenas um dos exemplos:

A tranquilidade prometida por J.R. nunca se cumpriu. 

2 páginas à frente:

A promessa que R. lhe fizera, de a deixarem em paz, não se cumpriu.

 

Apesar do que descrevi, nem por um momento me senti demovida a ler a autora. A escrita de Hélia Correia é magnífica, transportando-nos para o período e para o íntimo das personagens.

 

Na estante já aguarda Lillias Fraser. 

05
Jun17

Génesis - Sebastião Salgado

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Desde que vi o documentário "Sal da Terra", tenho procurado os livros de Sebastião Salgado. Nem nos livros de fotografia a minha biblioteca municipal me desilude. 

O facto de só poderem ser consultados na biblioteca não me demove e tenho aproveitado intervalos de almoço para os ler/ver. 

Sebastião Salgado mostra-nos o nosso planeta através de olhos mágicos, capazes de reconhecer a beleza de espécies, padrões, luz ou até na sua ausência. 

Génesis mostra o planeta que ainda não foi tomado pelo Homem moderno, de uma expedição que o levaria de um pólo ao outro, por 30 países. Uma visão magnífica do nosso mundo.

03
Jun17

Lido - A crónica dos bons malandros - Mário Zambujal

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A crónica dos bons malandros, de Mário Zambujal é um daqueles livros, que consta da lista "como é possível ainda não ter lido?". 

Antes de mais, acho que não teria lido da mesma forma a A crónica dos bons malandros, sem a leitura prévia de Os capitães da Areia. Eu tenho uma certa resistência a empatizar com criminosos e como tal, não é muito fácil gostar de uma quadrilha de malandros do Bairro Alto. 

Mas A crónica dos bons malandros é tão despretensiosa e divertida que até nos esquecemos que estamos perante criminosos de carreira e que as personagens femininas são completamente básicas e flat.  

 

Os bons malandros são a quadrilha de Renato, o  Pacífico, chefe incontestado que não permite o uso de armas. Num formato carregado de humor, seguimos o fantástico plano de assalto à Gulbenkian para furtar um conjunto de jóias de Lalique.

 

Capítulo a capítulo, Mário Zambujal apresenta-nos cada uma das personagens que compõem esta quadrilha, num verdadeiro livro de aventuras, que é verdadeiramente único. 

 

E se não acreditam em mim, leiam estas opiniões:

 

Eis um livro ágil. hábil, matreiro, povoado de enleadoras surpresas - uma lufada de despretensão, quer na escrita, quer no recheio. - Fernando Namora

 

Um texto ágil, cadenciado, com respiração própria, no coração de uma Lisboa clandestina e sonhadora. Literatura, esta aventura de escrever? Bem, só espero que o Mário Zambujal se não veja, mais tarde, na necessidade de repetir o mote do velho Saroyan: Se o que escrevo não é literatura, quem perde é a literatura. - Dinis Machado

21
Mai17

Recapitulando...

Numa fase de intenso trabalho, as leituras têm ficado relegadas para segundo plano. 

 

Voltei aos clássicos na estante e optei por "limpar" a minha TBR de contos:

A dama pé-de-cabra, de Alexandre Herculano (já referido aqui)

 

A ruiva, de Fialho de Almeida

 A ruiva, é um conto tão belo como perturbador. A ruiva é Carolina, a filha de um coveiro que cresce sem mãe e entre cadáveres, ao ponto de o conto resvalar para episódios de necrofilia. 

No fundo, é uma história sobre a pobreza e a degradação humana que, a meu ver, tem o seu momento magistral na descrição da infância de João, aquele que será o interesse amoroso de Carolina.

 

Anne Frank - biografia gráfica, Sid Jacobson & Ernie Cólon

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É frequente ir à biblioteca durante o meu intervalo para almoço. Costumo ler livros de contos aos pedaços, excertos de diários, livros de fotografia ou novelas gráficas.

Foi precisamente isso que aconteceu com esta biografia gráfica de Anne Frank. Decidi desfolhar e acabei presa ao livro. O que particularmente me interessou foi esta biografia começa com Otto e Edith e como se conheceram até depois da publicação do diário. Pelo meio, a contextualização histórica das guerras, dos campos de concentração, entre outros. 

Um livro magnífico que recomendo vivamente.

 

Porto Desconhecido & Insólito - Histórias que (provavelmente) nunca ouviu - Germano Silva

Aqui está outro livro que foi uma agradável surpresa. Peguei nele por impulso, porque tinha bastantes fotografias e queria partilhá-lo com a minha mãe. Ontem voltei a pegar nele... até às 1h30 e terminei-o esta manhã. Germano Silva é um ilustre historiador portuense que sempre conheci como alguém que passou grande parte da sua vida a partilhar com outros a sua paixão pela história da cidad do Porto. 

O Porto que partilha neste livro é cheio de curiosidades e um guia alternativo para visitar o Porto. Apesar de viver em Gaia e estudar e trabalhar no Porto, encontrei verdadeiras surpresas (que quero visitar, graças à indicação da toponomia actual de alguns espaços) e resposta a algumas perguntas que tinha, em relação a espaços e inscrições com que me cruzo frequentemente.  

Das inscrições na Rua das Flores, à casa mais antiga da cidade (que ainda é habitada), até histórias de amor escondidas nos cemitérios da cidade, este livro é um guia para (re)conhecer a cidade do Porto.

 

Alex + Ada,  Jonathan Luna, Sarah Vaughn

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Falaram-me do Alex + Ada a propósito das minhas leituras de Saga. Alex + Ada é uma novela gráfica em vários volumes (quem me emprestou, só tinha os primeiros 2 que abrange os fascículos 1 a 10) que retrata um futuro com andróides com inteligência artificial.

Aquilo que poderia ser uma banal história de amor, num ambiente de ficção de científica, torna-se uma metáfora para o que é ser humano, precisamente quando consideramos o que são andróides com IA, sensitivos e capazes de emoções "humanas". São apenas máquinas? Têm direitos?

 

Ainda a ler:

A história das coisas, de Annie Leonard

Como fui metendo outras leituras pelo meio, duvido que consiga terminar antes do fim de prazo para entregar o livro.

 

A não ler:

Pensar, depressa e devagar, de Daniel Kahneman

Há semanas que tenho requisitá-lo na biblioteca, mas está sempre emprestado. Não quero reservar porque isso implica que a pessoa que o tem, não conseguirá renovar o empréstimo. Por isso, aguardemos.

09
Mai17

A dama-pé-de-cabra - Alexandre Helculano

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alão = grande cão de fila

pendão = bandeira, emblema

mofina = miséria, infelicidade

preado = prendido

onagro = burro selvagem

etc., etc.

 

Ler este conto foi um trabalho inglório. Depois de tanto trabalhado a decifrar o texto, não me perdi de amores pelo conto.

E depois de um começo tão promissor... 

Vós os que não credes em bruxas, nem em almas penadas, nem em tropelias de Santanás, assentai-vos aqui ao lar, bem juntos ao pé de mim, e contar-vos-ei a história de D. Diogo Lopes, senhor de Biscaia.

E não digam no fim: - "não pode ser." - Pois eu sei cá inventar coisas destas? Se a conto, é porque a li num livro muito velho. E o autor do livro velho leu-a algures ou ouviu-a contar, que é o mesmo, a algum jogral em seus cantares.

É uma tradição veneranda; e quem descrê das tradições lá irá para onde o pague.

Juro-vos que, se me negais esta certíssima história, sois dez vezes mais descridos do que S. Tomé antes de ser grande santo. E não sei se eu estarei de ânimo de perdoar-vos como Cristo lhe perdoou.

Silêncio profundíssimo; porque vou principiar. 

29
Abr17

Capitãs de Abril - Ana Sofia Fonseca

 

Se tivesse de escolher uma frase para descrever este livro, diria que foi aquele que me ensinou, o que não sabia que desconhecia.

Ana Sofia Fonseca concentra-se nas horas que antecederam a revolta dos militares, pelos olhos das mulheres que os acompanharam, desde as namoradas, às esposas, até àquela que daria no nome à revolução. 

Na descrição dessas horas, vai contextualizado como os casais se conheceram e de como chegaram ali. Acima de tudo, sobre como era ser mulher no Antigo Regime.

 

Nas férias, nas idas à Beira Alta semeavam-lhe perguntas no pensamento. Porque é que as pessoas andavam descalças? Porque é que, com este frio, os meninos não usam sapatos? Por que é que não posso ser amiga daquelas meninas? Interrogações que a mãe cala de uma assentada:

- A menina não está boa da cabeça. 

(...)

- A menina não está boa da cabeça - dizia a mãe, sempre que Isabel ousava algum comentário.

A fim de não arranjar discórdias, a miúda acostumava-se a observar calada. Não sabe o quê, mas algo no mundo anda desconcertado. Com Pedro aprenderá os nomes das coisas. 

 

Pelo meio, a história da vida privada dos portuguesas da época, com destaque para a vida dos militares na guerra colonial.

 

Fiquei com imensa vontade de ler África no feminino, as mulheres portuguesas e a guerra colonial de Margarida Calafate Ribeiro.

Cada vez mais, a consciência do que me falta saber: o PREC e a guerra colonial pelos olhos dos povos indígenas.

 

 

Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os sociais, os corporativos e o estado a que chegámos! De maneira que quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. 

Salgueiro Maia, 24 de Abril de 1974

 

25
Abr17

Maus - Art Spiegelman

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Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polaco sobrevivente de Auschwitz, narrada por si próprio ao filho, o cartoonista Art Spiegelman. 

Mas não é só uma história do Holocausto. É uma história de sobre relações (especialmente entre pai e filho), sobre o que caracteriza a humanidade e os riscos de desumanizar grupos de pessoas.

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Maus foi originalmente publicado numa revista e em partes. A edição a que tive acesso já unia os dois livros: "A história de um sobrevivente" e "E aqui começaram os meus problemas".  

 

Com as primeiras páginas lidas, tive a necessidade de ir em busca do nome que assina a tradução. É que parecia estar cheio de erros. Não. Uma nota explicava a intencionalidade de traduzir como exigiu o autor, que replicou a forma como fala o seu pai, um polaco imigrante e idoso a falar num inglês sem correcção gramatical ou sintáctica.

 

Não consigo encontrar as palavras que traduzam a importância deste livro, a importância de manter vivas as memórias do Holocausto, de cimentar nas nossas vidas o que acontece quando se alimentam sentimentos extremistas, em vez da diversidade e compaixão humana. 

 

Por isso, não deixem de renovar o vosso compromisso com a democracia e a liberdade, juntando-se às comemorações deste dia. "25 de Abril" não é uma opção por um regime político, é a luta (que deve ser diária) por uma vida em liberdade.

21
Abr17

A colecção privada de Acácio Nobre - Patrícia Portela

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Estava pousado numa mesa de destaques da biblioteca. Li a contracapa:

Fui recolhendo, ao longo de 16 anos, cartas, diários, testemunhos, maquetas de jogos e armadilhas de Acácio Nobre (1869?-1974), um construtor de puzzles geométricos visionário no século XIX que uma ditadura silenciou no século XX e (quase) eliminou de uma História que ainda assim influenciou, de forma subtil e anónima, introduzindo uma marca indelével e inevitável nos séculos vindouros, como o nosso.

Cismei com o nome desta autora que nunca li.

Lembrei-me, que era a que tinha escrito uma crónica no Jornal de Letras, sobre uma orca, que me impressionou. Na altura (vi mais tarde) anotei uma descrição de Miguel Real e fiz um post para memórias futura: "A mais desconcertante das novas escritoras portuguesas".

 

Não sabia o que me esperava. Pensei que fosse um ensaio biográfico ou livro de memórias. A melhor descrição que encontro para ele é a que foi feita para um outro, da mesma autora: "objecto-literário-não-identificável" (Raquel Ribeiro, Ípsilon Público).

 

Todo o livro é um catálogo anotado do espólio de Acácio Nobre, uma interessante personagem (fiquei muito desiludida por descobrir esse facto, diga-se de passagem) nascida em 1869, que se vai cruzando com Fernando Pessoa, Melville e outras do mesmo calibre.

 

Um vanguardista, fazia inventava jogos e escrevia inúmeros ofícios a responsáveis do país, defendendo a implementação dos Kindergarten (os percursores dos actuais infantários), criado pelo pedagogo Friedrich Fröbel; era também alguém que fugia da PIDE e tinha um clube no seu nome - C.A.A.N. - Clube dos Amigos de Acácio Nobre.

 

E, aparentemente, também tinha amigas:

Ao que parece, Nobre traz sempre uma corrente de relógio no seu bolso, não com um relógio mas com uma jóia que "faz", e estou mais uma vez a citar, "as delícias mais íntimas das mulheres"

Além de vanguardista, era deliciosamente anti-corrente:

Acácio Nobre sempre escreveu "como cheria e lhe apetecia" (...) sobretudo para fintar qualquer purista ou simplificador "ser litherário que ouzasse domar uma lengua tão selvagem"

 

Acreditem que vão querer conhecer esta surpreendente personagem e o incrível universo de Patrícia Portela.

 

 

A leitura de Patrícia Portela veio validar a minha resolução de afunilar as minhas escolhas literárias por períodos de tempo determinados. Isso tem levado a que leia de forma mais intencional, explore novas/os autoras/es e me continue a surpreender com as descobertas.

17
Abr17

DEMOCRACIA - Alecos Papadatos, Abraham Kawa e Annie Di Donna

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Mais um mimo da minha biblioteca pública. Há muito que tinha esta novela gráfica no meu radar. 

Democracia é uma ficção baseada em factos históricos, concretamente sobre as origens da democracia na Antiga Grécia. Um bocadinho de história, um bocadinho de filosofia e cores fantásticas.

O que surpreende neste livro é a sua actualidade. Diariamente somos confrontados com o significado da democracia nas nossas vidas e nas suas limitações.

No final do livro, há pequenos resumos e notas biográficas de algumas personagens historicas. Confesso que teria preferido começar por aí, sem prejuízo de isso revelar alguns detalhes do enredo. Mas quando de trata de romances históricos, prefiro sempre estar bem ciente da diferença entre ficção e factos. 

02
Abr17

Lidos em 2017

Não Ficção

1. Furiously Happy - Jenny Lawson [audiobook]

2. Porto Cartoon World Festival 2014 B

3. Lab Girl - Hope Jahren  [audiobook]

4. Perdidamente, Correspondência amorosa 1920-1925 - Florbela Espanca (organização Maria Lúcia Dal Farra). B

5. O árabe do futuro 1 - Riad Sattouf [Novela gráfica]  B

6. Um mundo infestado de demónios - Carl Sagan E

7. Capitãs de Abril - Ana Sofia Fonseca  B

8. Comer para controlar a diabetes - Joana Ramos Oliveira B

9. Porto Desconhecido & Insólito - Histórias que (provavelmente) nunca ouviu - Germano Silva B

10. Génesis - Sebastião Salgado

Pensar depressa e devagar - Daniel Kahneman  [a ler] B

A história das coisas - Annie Leonard [a ler] B

Ficção

Casos em que me esqueci do desafio ;)

1. I Married a Billionaire - Melanie Marchande (ups! estava no tlm. e li sem me lembrar do desafio do ano; invoco em minha defesa que era a única coisa numa espera de horas).

2. A rainha das aves - Helen Ward E

Lido a pedido da sobrinha:

3. A viúva e o papagaio - Virginia Woolf

 

Novelas gráficas estrangeiras de ficção 

1. Democracia - Alecos Papadatos, Abraham Kawa e Annie Di Donna B

2. Maus - Art Spiegelman B

3. Anne Frank - biografia gráfica, Sid Jacobson & Ernie Cólon B

4. Alex + Ada #1,  Jonathan Luna, Sarah Vaughn

5. Alex + Ada #2,  Jonathan Luna, Sarah Vaughn

 

Portugal

1. Os passos em volta - Herberto Helder. B

2.O crime do Padre Amaro - Eça de Queiróz. E

3. Sermões - Padre António Vieira. E

4. Ana, uma investigação de Filipe Seems #1  - Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves [Novela gráfica] B

5. A História do Tesouro Perdido, uma investigação de Filipe Seems #2 - Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves [Novela gráfica] B

6. A Tribo Dos Sonhos Cruzados, uma investigação de Filipe Seems #3 - Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves [Novela gráfica] B 

7. As incríveis aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B 

8. As extraordinárias aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy II - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B 

9. Os vampiros - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B

10. As fantásticas aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy III - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B 

11. Os contos inéditos de Dog Mendonça e Pizza Boy - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B 

12. A madona - Natália Correia E

13. História da Beleza Fria - Teresa Veiga  E

14. O último Eça - Miguel Real E

15. Poesia/Prosa - Nuno Júdice E

16. A colecção privada de Acácio Nobre - Patrícia Portela  B 

17. A dama pé-de-cabra - Alexandre Herculano (conto)  E

18. A ruiva - Fialho de Almeida (conto)  E

19. Crónica dos bons malandros - Mário Zambujal  E 

20. Adoecer - Hélia Correia   E 

21. O espaço vazio - Dick Haskins   E

 

Angola

1. O homem que parecia um domingo - José Eduardo Agualusa E

2. Estação das chuvas - José Eduardo Agualusa E

 

Brasil

1. Ninguém mais se perderá por Luba - Luiz Lopes Coelho (conto)  E

2. Tungstênio - Marcello Quintanilha [Novela gráfica] B

3. Talco de vidro - Marcello Quintanilha [Novela gráfica] B

4. A sucessora - Carolina Nabuco  B

5. Gabriela, Cravo e Canela - Jorge Amado  E

6. Capitães da Areia - Jorge Amado  B 

7. Dona Flor e seus dois maridos E

 

Cabo Verde

Guiné-Bissau

Moçambique

São Tomé e Príncipe

Timor Leste

 

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