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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

25
Abr17

Maus - Art Spiegelman

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Maus ("rato", em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polaco sobrevivente de Auschwitz, narrada por si próprio ao filho, o cartoonista Art Spiegelman. 

Mas não é só uma história do Holocausto. É uma história de sobre relações (especialmente entre pai e filho), sobre o que caracteriza a humanidade e os riscos de desumanizar grupos de pessoas.

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Maus foi originalmente publicado numa revista e em partes. A edição a que tive acesso já unia os dois livros: "A história de um sobrevivente" e "E aqui começaram os meus problemas".  

 

Com as primeiras páginas lidas, tive a necessidade de ir em busca do nome que assina a tradução. É que parecia estar cheio de erros. Não. Uma nota explicava a intencionalidade de traduzir como exigiu o autor, que replicou a forma como fala o seu pai, um polaco imigrante e idoso a falar num inglês sem correcção gramatical ou sintáctica.

 

Não consigo encontrar as palavras que traduzam a importância deste livro, a importância de manter vivas as memórias do Holocausto, de cimentar nas nossas vidas o que acontece quando se alimentam sentimentos extremistas, em vez da diversidade e compaixão humana. 

 

Por isso, não deixem de renovar o vosso compromisso com a democracia e a liberdade, juntando-se às comemorações deste dia. "25 de Abril" não é uma opção por um regime político, é a luta (que deve ser diária) por uma vida em liberdade.

21
Abr17

A colecção privada de Acácio Nobre - Patrícia Portela

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Estava pousado numa mesa de destaques da biblioteca. Li a contracapa:

Fui recolhendo, ao longo de 16 anos, cartas, diários, testemunhos, maquetas de jogos e armadilhas de Acácio Nobre (1869?-1974), um construtor de puzzles geométricos visionário no século XIX que uma ditadura silenciou no século XX e (quase) eliminou de uma História que ainda assim influenciou, de forma subtil e anónima, introduzindo uma marca indelével e inevitável nos séculos vindouros, como o nosso.

Cismei com o nome desta autora que nunca li.

Lembrei-me, que era a que tinha escrito uma crónica no Jornal de Letras, sobre uma orca, que me impressionou. Na altura (vi mais tarde) anotei uma descrição de Miguel Real e fiz um post para memórias futura: "A mais desconcertante das novas escritoras portuguesas".

 

Não sabia o que me esperava. Pensei que fosse um ensaio biográfico ou livro de memórias. A melhor descrição que encontro para ele é a que foi feita para um outro, da mesma autora: "objecto-literário-não-identificável" (Raquel Ribeiro, Ípsilon Público).

 

Todo o livro é um catálogo anotado do espólio de Acácio Nobre, uma interessante personagem (fiquei muito desiludida por descobrir esse facto, diga-se de passagem) nascida em 1869, que se vai cruzando com Fernando Pessoa, Melville e outras do mesmo calibre.

 

Um vanguardista, fazia inventava jogos e escrevia inúmeros ofícios a responsáveis do país, defendendo a implementação dos Kindergarten (os percursores dos actuais infantários), criado pelo pedagogo Friedrich Fröbel; era também alguém que fugia da PIDE e tinha um clube no seu nome - C.A.A.N. - Clube dos Amigos de Acácio Nobre.

 

E, aparentemente, também tinha amigas:

Ao que parece, Nobre traz sempre uma corrente de relógio no seu bolso, não com um relógio mas com uma jóia que "faz", e estou mais uma vez a citar, "as delícias mais íntimas das mulheres"

Além de vanguardista, era deliciosamente anti-corrente:

Acácio Nobre sempre escreveu "como cheria e lhe apetecia" (...) sobretudo para fintar qualquer purista ou simplificador "ser litherário que ouzasse domar uma lengua tão selvagem"

 

Acreditem que vão querer conhecer esta surpreendente personagem e o incrível universo de Patrícia Portela.

 

 

A leitura de Patrícia Portela veio validar a minha resolução de afunilar as minhas escolhas literárias por períodos de tempo determinados. Isso tem levado a que leia de forma mais intencional, explore novas/os autoras/es e me continue a surpreender com as descobertas.

17
Abr17

DEMOCRACIA - Alecos Papadatos, Abraham Kawa e Annie Di Donna

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Mais um mimo da minha biblioteca pública. Há muito que tinha esta novela gráfica no meu radar. 

Democracia é uma ficção baseada em factos históricos, concretamente sobre as origens da democracia na Antiga Grécia. Um bocadinho de história, um bocadinho de filosofia e cores fantásticas.

O que surpreende neste livro é a sua actualidade. Diariamente somos confrontados com o significado da democracia nas nossas vidas e nas suas limitações.

No final do livro, há pequenos resumos e notas biográficas de algumas personagens historicas. Confesso que teria preferido começar por aí, sem prejuízo de isso revelar alguns detalhes do enredo. Mas quando de trata de romances históricos, prefiro sempre estar bem ciente da diferença entre ficção e factos. 

02
Abr17

Lidos em 2017

Não Ficção

1. Furiously Happy - Jenny Lawson [audiobook]

2. Porto Cartoon World Festival 2014 B

3. Lab Girl - Hope Jahren  [audiobook]

4. Perdidamente, Correspondência amorosa 1920-1925 - Florbela Espanca (organização Maria Lúcia Dal Farra). B

5. O árabe do futuro 1 - Riad Sattouf [Novela gráfica]  B

6. Um mundo infestado de demónios - Carl Sagan E

Pensar depressa e devagar - Daniel Kahneman  [a ler] B

Ficção

Casos em que me esqueci do desafio ;)

1. I Married a Billionaire - Melanie Marchande (ups! estava no tlm. e li sem me lembrar do desafio do ano; invoco em minha defesa que era a única coisa numa espera de horas). K

2. A rainha das aves - Helen Ward E

 

Novelas gráficas estrangeiras de ficção 

1. Democracia - Alecos Papadatos, Abraham Kawa e Annie Di Donna

 

Portugal

1. Os passos em volta - Herberto Helder. B

2.O crime do Padre Amaro - Eça de Queiróz. E

3. Sermões - Padre António Vieira. E

4. Ana, uma investigação de Filipe Seems #1  - Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves [Novela gráfica] B

5. A História do Tesouro Perdido, uma investigação de Filipe Seems #2 - Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves [Novela gráfica] B

6. A Tribo Dos Sonhos Cruzados, uma investigação de Filipe Seems #3 - Nuno Artur Silva e António Jorge Gonçalves [Novela gráfica] B 

7. As incríveis aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B 

8. As extraordinárias aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy II - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B 

9. Os vampiros - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B

10. As fantásticas aventuras de Dog Mendonça e Pizza Boy III - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B 

11. Os contos inéditos de Dog Mendonça e Pizza Boy - Filipe Melo e Juan Cavia [Novela gráfica] B 

12. A madona - Natália Correia E

13. História da Beleza Fria - Teresa Veiga  E

14. O último Eça - Miguel Real E

15. Poesia/Prosa - Nuno Júdice E

16. A colecção privada de Acácio Nobre - Patrícia Portela  B 

 

Angola

1. O homem que parecia um domingo - José Eduardo Agualusa E

2. Estação das chuvas - José Eduardo Agualusa E

 

Brasil

1. Ninguém mais se perderá por Luba - Luiz Lopes Coelho (conto)  E

2. Tungstênio - Marcello Quintanilha [Novela gráfica] B

3. Talco de vidro - Marcello Quintanilha [Novela gráfica] B

4. A sucessora - Carolina Nabuco  B

5. Gabriela, Cravo e Canela - Jorge Amado  E

6. Capitães da Areia - Jorge Amado  B 

7. Dona Flor e seus dois maridos E

 

Cabo Verde

Guiné-Bissau

Moçambique

São Tomé e Príncipe

Timor Leste

 

B - Biblioteca

K - Kindle app (telemóvel e computador)

E - Estante

18
Mar17

Capitães da Areia - Jorge Amado

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Pedro Bala, Dora, Professor, Gato, João Grande, Sem Pernas... personagens que jamais esquecerei.

 

Jorge Amado é absolutamente perfeito na construção de personagens. Na verdade, consegue de forma exemplar construir cada uma das personagens individuais, assim como a que é o seu colectivo "os capitães da areia".

 

É um livro violento e cru sobre a marginalidade infantil. Por vezes custa ver um certo romancear da violência, da pobreza e até da violação de mulheres, mas confesso que me chocou muito mais a forma como descreveu a ausência do amor.

 

Numa nota curiosa, também este livro está recomendado para o 3º ciclo, no Plano Nacional de Leitura. 

 

Capitães da Areia é o livro de Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro. Publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo.

 

Agradeço imenso a quem, na caixa de comentários insistiu que lesse Capitães da Areia. Não fossem as vossas recomendações, com 3 outros livros do autor na estante, provavelmente iria adiar a leitura. Agora, não vou descansar enquanto não tiver o meu exemplar. 

 

17
Mar17

Gabriela, cravo e canela - Jorge Amado

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Antes de mais, tenho de agradecer à Bárbara que me incentivou a começar por Gabriela, cravo e canela (por não ter Capitães da Areia). 

 

O livro é absolutamente magnífico e, desde o momento em que peguei nele, não o consegui pousar, tendo-o lido num dia (ou dois, se considerarem que já me deitei às 2h00).

 

Gabriela, cravo e canela é uma história de vários amores e do amor a uma cidade. Há uma Baía que reconhecemos das telenovelas: os comerciantes, os coronéis, as amantes mantidas, os jagunços, um todo imaginário social que é absolutamente delicioso de ler.

Até há a jovem, que lê O crime do Padre Amaro, apesar de ser um livro considerado imoral. Também encontramos em Gabriela, cravo e canela uma crónica dos costumes.

 

A personagem Gabriela é absolutamente fantástica, a natureza no seu estado puro, com o progresso da cidade como pano de fundo. Há quem a tente mudar, educá-la, mas Gabriela é indomável, como o vento que acaba por contornar os edifícios, mas que não pode ser parado.

 

Gabriela chega à cidade e logo encontra trabalho com Nacib, um próspero comerciante de origem síria que, de imediato, fica rendido aos temperos da nova cozinheira. E quem diz temperos, diz a sua beleza, o seu cheiro a canela, a sua sensualidade e a forma carinhosa como o trata: moço bonito.

 

O cheiro de cravo,

a cor de canela,

eu vim de longe

vim ver Gabriela.

 

Um dos pontos fortes deste livro é, sem dúvida, a forma como Jorge Amado consegue cruzar o desenrolar da relação de Gabriela e Nacib como a evolução da sociedade local. 

 

Um ponto negativo (muito pequenino) é um pormenor no fim (que naturalmente não posso discutir convosco). Uma coisinha pequenina... que já está perdoada.

 

O livro é magnífico e merece muito ser lido.

11
Mar17

Março feminino - Teresa Veiga e Carolina Nabuco

No dia 9 terminei História da Bela Fria de Teresa Veiga. No dia 10 comecei e terminei A sucessora de Carolina Nabuco

Março está a prometer ser um mês fantástico, no que respeita a novas autoras e ambas fantásticas!

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Ouvi falar, pela primeira vez, de Teresa Veiga há menos de 1 ano (Teresa Veiga "a nossa Elena Ferrante").

 

O História da Bela Fria é um pequeno livro de contos, mas só em número de páginas porque em qualidade é magnífico. Todos os contos têm como figura central e narração uma mulher. Não são mulheres perfeitas, nem coerentes, mas são verdadeiras, irónicas, sarcásticas e, de uma forma ou outra, extraordinárias. As histórias amorosas, não são nada felizes, mas são honestas. Brutalmente honestas. 

 

E agora estou mortinha para ler Gente Melancolicamente Louca.

 

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O fluxo é este: antes de saber que Hitchcok era um misógino de primeira, apaixonei-me por Rebecca, um filme que revejo com frequência. Ora, estava claro que teria de ler o livro que deu origem ao filme: Rebecca, de Daphne du Maurier. Finalmente, teria de ler A Sucessora de Carolina Nabuco, que teria sido plagiado pela primeira, ou sido a sua inspiração, conforme a pessoa que estejam a ler.

 

Não vou entrar na polémica. Ambos são muito bons e merecem ser lidos. 

 

Li A Sucessora de uma assentada, após o jantar... foi até à 1h00, mas quando se entro naquele "só-mais-um-capítulo", mais vale terminar.

 

A Sucessora de Carolina Nabuco é um romance psicológico com uma história familiar: homem milionário e mais velho casa com jovem virginal. Naturalmente, espera que a sua virgem do campo se adapte à vida cosmopolita (dele) e cumpra as suas funções de mulher troféu. De uma forma egoísta, ele ama-a, mas deve ser um amor muito levezinho, o mesmo que tinha pela primeira esposa e que o levou a casar poucos meses depois da sua morte. 

Não estou a fazer um bom trabalho a vender o livro, pois não? 

Vamos tentar a Marina, a jovem que viveu toda a vida (curta) na fazenda colonial, com ex-escravos servis, a educar-se com livros "lidos por especial permissão, e vedados às outras meninas, por serem "fortes"". Na verdade, Marina era uma leitora exigente e pragmática:

Quando lhe davam literatura para meninas, passava os livros à jovem prima Adélia, que vinha a Santa Rosa nas férias. Instintivamente, Marina não inscrevia neles o seu nome. Descobria sempre o desvalor literário, apesar dos elogios da prima. Mais tarde, descobria-o por causa deles.

 

Melhor? 

O problema é que apesar de todo o potencial, nem os livros, nem a vida protegida da fazenda a preparariam para viver à sombra de uma primeira mulher perfeita (Alice), e perfeita em tudo que ela não era.

Marina começa a fantasiar que Alice comunica com ela através de um quadro desta, que o seu amoroso marido fez questão de manter exposto. E nós sabemos perfeitamente que quando começamos a achar que objectos inanimados estão a falar connosco, isso não é um bom sinal.

 

Piadas à parte, é também uma obra sobre o Brasil, entre o passado e o futuro, entre a "glória colonialista" das grandes fazendas com escravos e uma economia emergente.

 

O livro é tão bom, que até é pena que só tenha conhecido esta autora por causa de Rebecca

 

A ler:

Chama e Cinzas

O Ladrão de Guarda-Chuva e Dez Outras Histórias

 

#leiamulheres

#marcofeminino

05
Mar17

Natália Correia - A madona

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Natália Correia sempre foi uma personalidade pública que admirei pelo percurso: feminista, intelectual, poeta, ensaísta, romancista, promotora cultural, deputada, resistente do Estado Novo, editora condenada por ser instrumental em publicações como Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica Novas Cartas Portuguesas. 

 

Havia já lido alguns poemas, mas não me recordo de ter lido qualquer um dos seus romances. Talvez já lhe adivinhasse o grau de dificuldade. Ele existe, a leitura precisa de ser pausada e absorvida porque o nível de linguagem não é o básico e eu nunca fui muito fã de livros que utilizam fluxos de consciência.

 

Mas não posso dizer que a própria autora não me avisou, logo nas primeiras páginas:

É possível que estas palavras com as quais tardiamente traduzo os pensamentos que obscureciam a sua mente, soem como uma transposição poética. Mas as realidades psicológicas só se podem exprimir a rigor poeticamente porque, sob os factos da psique, palpitam os mitos. Falo portanto de sensações vivas que a minha própria experiência me permitiu decifrar, dando-me a certeza de que os mitos são incrustações da alma que os acidentes desta fazem surgir diante de nós.

 

Entre a aldeia de Briandos e as capitais europeias, vamos seguindo Branca, uma jovem virgem que, depois da morte do pai (na cama de uma prostituta) e com encorajamento da mãe, parte para a liberdade de uma vida parisiense, entre intelectuais e pseudo-intelectuais. Um deles é Miguel, com quem vive uma relação amorosa, mas infeliz. Essa infelicidade leva-os para Londres onde conhece outro amor: o Anjo, um dinamarquês.

 

Com nenhum deles encontra o amor sublime e avassalador que tanto parece almejar e parte sozinha pela Europa. 

 

E novamente o frio da partida. A insónia das gares. O amarrotar da camurça do tempo. Porque parto se a outra coisa que eu desejo não são países? Se continuo a desfolhar-me ao vento das viagens que restará de mim? A minha vida parou e eu continuo. 

 

Ao voltar a Briandos, procura-se em Manuel, um homem simples, primordial que julga ser a sua salvação, tanto da vida em permanente tristeza e insatisfação.

 

É um livro sobre os lugares que a sociedade atribui à mulher (aqui nos anos 60) e as lutas internas que estas têm na suas tentativas de libertação. 

 

As mulheres precisam de dinheiro para serem pessoas, mais que simplesmente mulheres. Acima de tudo estimo que sejas uma pessoa. Quero que sejas aquilo que eu não fui - e suspirava. - Para que não te aconteça...

Ela não falava para mim. Disputava-me os desígnios de meu pai que mesmo além do túmulo a empeciam. Falava na esperança de que ele a ouvisse e os seus ossos rangessem de impotência dentro do cofre de mogno que guardava agora o mísero espólio de toda a sua arrogância.

02
Mar17

Tungsténio & Talco de Vidro - Marcello Quintanilha

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Marcello Quintanilha é um artista brasileiro, considerado "como o grande cronista da banda desenhada brasileira" , que acumula o seu trabalho de desenhista a inquestionáveis qualidades de escrita.

 

Em Tungsténio temos um drama urbano, em que as histórias de quatro personagens se cruzam: um jovem traficante, um polícia, a mulher deste e ainda um velho sargento com o síndrome "sabe quem eu sou?".

 

O realismo da obra impressionou-me, tanto nos desenhos como na escrita. 

 

Tungsténio é o metal com o ponto de fusão mais alto que se conhece. Ele é o ponto de inflexão que porá à prova a capacidade dos personagens de forçar a dureza do metal do dia a dia a ponto de rompê-lo.

Marcello Quintanilha

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Talco de vidro é muito diferente, com a história concentrada em Rosângela, uma bem sucedida dentista, com uma vida aparentemente perfeita e que entra numa espiral de destruição pessoal, despoletada pelos ciúmes a uma prima.