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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

18
Ago17

Ler o livro & Ver o filme

Estava eu a deitar o olho ao O fugitivo (domingo, 15:00 - RTP Memória), com o magnífico Henry Fonda, baseado no romance de Graham Greene acerca de um padre revolucionário da América Central, que tenta fugir das autoridades que o querem matar. 

Esta foto. Apenas esta foto e o filme está "vendido".

 

Ainda, a Gorduchita alertou-me para o facto, de o filme Paixões Proibidas (domingo, 23:30 - RTP1) ser uma adaptação de um conto de Doris Lessing.

 

Por isso, um domingo com excelentes propostas para um cinema "literário".

16
Ago17

O Barão de Lavos - Abel Botelho

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O Barão De Lavos, terá sido o primeiro livro escrito em português a abordar o tema da homossexualidade. O Barão, vítima de uma apetência congénita entre o desejo pelo feminino e o masculino, vivendo no luxo e na opulência, acaba por mergulhar na maior das misérias sociais, tema que Abel Botelho trata de uma maneira muito realista e extremamente cruel. 

 

Inspiração: Hugo Cunha

12
Ago17

Agosto no Douro (sem sair de casa)

Há muito que planeava aproveitar Agosto (mês de aniversário de nascimento de Miguel Torga) para ler o seu romance autobiográfico A Criação do Mundo. 

 

São 600 páginas pelo que precisava de um pouco de disponibilidade temporal e mental para pegar nele. Mas decididamente é o meu plano de leituras para as férias.

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Miguel Torga nasceu a 12/08/1907, há 110 anos. Conheci-o como muitas/os de vós, na escola, com Contos da Montanha, Novos Contos da Montanha e Bichos. Estou intencionalmente a evitar esses, porque apesar de não me recordar das histórias, recordo-me do impacto emocional.

 

Miguel Torga é pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha. Tenho nas minhas notas (não anotei a fonte, infelizmente) que Miguel seria homenagem a outros Miguéis ilustres: Cervantes, Unamuno. E Torga seria uma planta da montanha que cresce no meio de rochas com fortes raízes e caule rectilíneo - uma excelente metáfora para a vida.

 

Outras leituras durienses, na minha lista:

Graça Pina de Morais - Jerónimo e Eulália

A M Pires Cabral - Douro: Pizzicato e Chula; Que comboio é este

Domingos Monteiro - Livros proibidos 

Pina de Morais

João de Araújo Correia - Contos Bárbaros; Contos Durienses; Rio Morto: dez contos e uma novela

Aquilino Ribeiro - Cinco Reis de Gente; É a guerra: diário; O romance de Camilo, 3 volumes

Trindade Coelho - O ABC do Povo; Os meus amores

Guerra Junqueiro - Prosas Dispersas

 

[Conhecem escritoras?]

04
Ago17

Eu obrigo-me

Há quem considere que, com tantos livros, tantos que é impossível ler todos numa vida... é muito parvo obrigar-mo-nos a ler, seja o que for. 

 

Eu discordo e por isso, de vez em quando, desafio-me a afunilar as leituras, dentro de um género literário, um género (identidade), uma nacionalidade ou até um grupo de nacionalidades. Por isso, passei um ano a ler mulheres estou a ler apenas literatura de ficção lusófona em 2017.

 

Eu obrigo-me porque os livros surpreendem-me.

 

Case in point...

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Vi-o inúmeras vezes e ignorei-o outras tantas porque pensei se fosse sobre uma banda rock, meia dúzia de trintões falhados, em tour pelo país. Mas obriguei-me porque este é um ano para ler novelas gráficas portuguesas. 

 

Uau... Não é nada do que eu pensava. Rico, poético, com magníficas referências literárias.

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E a delícia de encontrar um Borges, em O Declínio dos Hábitos de Leitura:

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O autor que me perdoe as horríveis fotos do seu magnífico trabalho.

 

Ainda vou nas primeiras 70 páginas, mas já percebi que este se tornará um dos favoritos. Cada par de páginas é um micro mundo dentro de uma cidade sem nome. E são esses micromundos, com extraordinárias personagens, que tornam este livro tão delicioso. 

 

Obrigada, querida biblioteca municipal.

03
Ago17

Demasiado cansada para segurar livros na praia?

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Photo by Ben White on Unsplash

 

Nunca consegui ler na praia. Ou melhor, ler com sol. O reflexo da luz nas páginas, rapidamente se torna desconfortável para os meus olhitos esquisitos . 

 

Mas é o local ideal para ouvir um livro ;) 

 

Não é o único do LibriVox em português, mas é um que pretendo ouvir este verão. Nada mais, nada menos que o Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, pela voz de muito competente da leitora Sandra Luna.

 

Foi no LibriVox que descobri que o mesmo autor escreveu algo chamado Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir e francamente não sei o que pensar.

É uma espécie de crónicas com temas como "ostras", "Problema Historico a Premio" (no volume 1) e "Solução do Problema Histórico (!)" ( no volume 2). Eu não sei quanto a vós, mas eu fiquei com imensa curiosidade em saber qual o problema e como ele o resolveu. Deve ter dormido uma boa noite.