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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

29
Jun17

Nós - EVGUENI ZAMIATINE

Num fantástico artigo do Open Culture, descobri que em 1923, EVGUENI ZAMIATINE escreveu Nósuma distopia que iria influenciar George Orwell.  

 

Em Nós, encontramo-nos 1.000 anos depois de uma revolução que levou o Estado Único ao poder. Os seus cidadãos são apenas conhecidos por um número e quem ousar rebeliar-se contra o estado totalitário, é neutralizado com uma espécie de lobotomia.

 

(...) o protagonista da história é D-503, um engenheiro que trabalha em uma nave espacial que visa trazer os princípios gloriosos da Revolução para o espaço.

Este mundo é governado pelo benfeitor e presidido pelos Guardiões. Eles espionam os cidadãos, que todos vivem em apartamentos feitos de vidro para que possam ser perfeitamente observados.

A confiança no sistema é absoluta. A igualdade é aplicada, até o ponto de desfigurar o fisicamente belo.

A beleza - assim como seu companheiro, arte - é uma espécie de heresia no Estado Único, porque "ser um meio original para se distinguir dos outros. Segue que ser original é violar o princípio da igualdade".

 

Como não é difícil de compreender, Nós foi censurado pelo estado soviético e a sua publicação é feita em 1923, nos Estados Unidos da América, quando EVGUENI ZAMIATINE ainda estava na Rússia de Estaline. Foi este último que autorizou o escritor do país, depois de este ser "demonizado" pela imprensa e as suas publicações censuradas.

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28
Jun17

Os editores têm feito o seu trabalho, os leitores não estão à altura.

Os editores têm feito o seu trabalho, os leitores não estão à altura.

Rita Ferro

A Páginas Tantas... o que marcou em termos editoriais estes últimos meses?

21 Jun, 2017 

 

Se não querem aumentar a vossa TBR. NÃO OUÇAM!

 

Achei que foi um dos mais interessantes episódios das últimas semanas, com reflexões sobre o porquê de uns livros vendem e outro não, a questão do marketing - fazer ou não fazer e como -, a empatia com o/a autor/a vende livros?

 

livros

09
Jun17

Resumo da semana

Lido:

Génesis - Sebastião Salgado (auto-link)

A ler:

Adoecer - Hélia Correia (auto-link)

 

Outras leituras: 

Asimov, educação e economia (DN) - Maria de Lurdes Rodrigues

 

Livros no meu radar:

Dez livros para comprar na Feira (Delito de Opinião) - O Tesouro, de Selma Lagerlöf

Dez livros para comprar na Feira (Delito de Opinião) - Os Filipes, de António Borges Coelho

 

Ouvi:

A T-SHIRT THAT SAYS, “YEA, BOOKS” (Bookriot Podcast) - Conclusões interessantes a propósito do estudo sobre as "Little Free Libraries".

 

Vi/Ouvi:

The Pre-Raphaelites: Victorian Revolutionaries (BBC Documentary) Part 1

The Pre-Raphaelites in Oxford: Ashmolean Museum - Western Art Print Room

 

Quem sabe se um dia não vencem o Nobel da Literatura:

Kaleo - "Way Down We Go" (LIVE in a volcano)

Sia - Breathe Me

 

Porque tento ler diversamente:

In the air we breathe (Hidden Brain podcast) - Sobre o preconceito inconsciente (não relacionado com livros)

07
Jun17

Nomeadas para o prémio literário Baileys

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Stay With Me - Ayọ̀bámi Adébáyọ̀̀

Uma distopia em que as mulheres podem matar os homens. 


The Power  - Naomi Alderman

Mais uma distopia que coloca o poder na mãos das mulheres, ou melhor dizendo, em adolescentes  que têm imenso poder físico - podendo causar dor agonizante e até a morte. Também nomeada para o Orwell Prize. 


The Dark Circle - Linda Grant

Uma história de dois irmãos, num sanatório para doentes com tuberculose, numa Londres pós 2ª Grande Guerra Mundial.

 

The Sport of Kings - C.E. Morgan

Um romance sobre uma família em Kentucky, com a criação de cavalos como pano de fundo. 


First Love - Gwendoline Riley

Um romance sobre amor tóxico que é descrito como sombrio, com humor negro.


Do Not Say We Have Nothing - Madeleine Thien

Um romance sobre duas gerações de uma família chinesa.

Ocorre-me que seria uma leitura interessante, para contrapor a Terra Bendita de Pearl S. Buck.