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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

31
Mar18

Adeus Março

Março foi um mês com excelentes leituras. Adorei o Março Feminino 2018 e o #ML122dias e escolher previamente alguns títulos, obrigando-me a pegar no que tinha nas estantes. 

 

Curiosamente, as maiores surpresas foram os livros que há mais tempo tinha nas estantes: 

Caramba! O Mistério dos Mistérios é mesmo bom.

 

Li um calhamaço, poesia e alguns contos.

 

Continuei a leitura da colecção "Portuguesas com história", da Anabela Natário, mas este segundo volume é mais sobre os homens, que propriamente as mulheres. Resultado, irritei-me e coloquei-o de lado.

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Este mês também gastei bastante em novas aquisições. Além destes €25 de livros, gastei mais €15 para comprar Os Miseráveis, de Victor Hugo.  

É uma das vantagens de se ler clássicos e preferir livros usados: o preço.

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30
Mar18

O Mistério dos Mistérios - Clara Pinto Correia

 

Clara Pinto Correia foi a autora que escolhi para assinalar o Dia do Livro Português e não poderia ter feito melhor escolha. 

O livro de não ficção leva-nos pela história da reprodução, por conceitos, experiências e livros científicos desde os primórdios dos tempos.

A embriologia é um tema verdadeiramente fascinante, desde a sua associação aos dogmas religiosos até ao advento da ciência, pelas mãos de personagens tão improváveis como Cleópatra ou Da Vinci.

Como imaginarão, há o caricato - se o Adão foi criado por Deus, seguramente não tem umbigo - ao aterrorizador, se pensarmos que, as teorias das calamidades provocadas pelo sangue menstrual, ainda são motivo para matar mulheres, nos dias de hoje. 

 

Mas para evidenciar o quanto este livro foi um banho de cultura geral, pego num pequeno exemplo com ligações literárias. 

O Talmud afirma que o embrião passa por seis fases até nascer, mostrando-nos que a ideia aristotélica e escolástica da sucessão das almas também não é uma prerrogativa única do pensamento ocidental. Na primeira fase, que dura durante o primeiro mês e meio e em que o embrião não passa de uma massa informe, estaríamos perante o chamado GOLEM (...)  

 

E não faltam outros exemplos, como referências nas obras de Fausto e até Samuel Becket. 

 

No que respeita à estrutura, na não ficção, a concentração num tópico muito específico, é das abordagens que mais gosto.

 

Clara Pinto Correia entra assim, na lista de comunicadoras de ciência, que desejo ler.

30
Mar18

O microscópio

O microscópio era mais do que um instrumento do conhecimento: em perfeita sincronia com os ensinamentos cristãos, era um formidável instrumento de modéstia, revelando-nos brutalmente a pobreza das nossas obras perante as obras da Natureza, quando postas lado a lado debaixo das lentes: que perfeita que é a pata da mosca, e que tosco que é o fio da navalha! 

Clara Pinto Correira - O mistério dos mistérios

 

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Se seguirem para esta página e passarem com o rato nas imagens, podem fazer um incrível zoom, em cada detalhe.

29
Mar18

Ficção científica

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Hoje ouvi um fantástico podcast com uns preciosos 13 minutos, que tiveram o dom de fazer encaixar muita (da minha) informação solta sobre ficção científica:

 

1. A ficção científica continua a ser um género muito desvalorizado por snobismo literário.

 

2. Uma das questões muito debatidas dentro da ficção científica, é se esta deve/pode ser definida como pressupondo uma forte componente moral, nas suas histórias.

 

3. O ponto anterior foi o que levou a um grupo de marmanjos (Sad Puppies) a boicotar o Prémio Hugo; eles só queriam robots e gajas boas.

 

4. Fico com a pergunta: ficção científica é apenas aquela que lida com o conceito do futuro (seja tecnologia, sociedade ou outros), ou pode ser baseada em conceitos actuais?

Por exemplo, uma história com a instrumentalização de conhecimentos científicos que já existem, como a manipulação genética em humanos.

 

5.  Preciso de ler mais Dorris Lessing.

 

6. A Margaret Atwood não gosta de ser catalogada como autora de ficção científica.

 

 

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