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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

31
Mai18

Olá Junho literário!

Cá por casa

 

Decidi associar-me ao #readingwomenmonth e priveligiar a leitura de mulheres, durante o mês de Junho. 

O primeiro livro deste mês, será O racismo em português, da jornalista Joana Gorjão Henriques (O Público), que há muito desejava ler.

Abrirei uma excepção para continuar a leitura de Os Miseráveis, de Victor Hugo

Não sei que outros livros lerei, mas sei que as estantes estão a abarrotar e preciso mesmo de dar prioridade aos livros não lidos cá de casa. Qualquer dia amotinam-se!

 

Outras leituras:

1. 

Researchers from the University of Arizona and Towson University have found that the psychological experience of owning an e-book is significantly different from that of owning a print book. [Forbes]

Eu também prefiro os livros em papel.

2.

Tome nota: estes são os lançamentos de junho [Observador]

 

 

Livros no meu radar:

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Um livro de memórias de David Attenborough? Yes, please!

Aposto que seria fantástico em audiobook. 

 

Nascimentos:

(1) Colleen McCullough, (2)  Marquês de Sade,  Barbara Pym, (4) Paulina Chiziane, (6)  Thomas Mann, (8)  Marguerite Yourcenar, (9) José Gomes Ferreira, (12)  Anne Frank, (16)  Giovanni BoccaccioJoyce Carol Oates, (18) Lídia Jorge, (19)  Chico BuarqueSalman Rushdie, (21)  Machado de Assis, (22)  Erich Maria RemarqueDan Brown, (25)  George Orwell,  Miguel Sousa Tavares, (26)  Pearl S. BuckMaria Velho da Costa, (27)  Helen Keller,  Guimarães Rosa, (29)  Antoine de Saint-Exupéry 

 

Pechinchas do mês:

Em vez de O Músico Cego, Vladimir Korolenko, decidi comprar dois livros da autora Barbara Pym. O Quarteto no Outono foi um dos nomeados para o Booker Prize.

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30
Mai18

O Man Booker Prize dourado

A propósito do 50º aniversário do Man Booker Prize, a organização decidiu eleger o "melhor dos melhores", que na verdade parece-me  mais um concurso de popularidade, em que todas/os nós escolhemos o/a preferido/a. 

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Podem votar aqui, nas obras escolhidas pelo júri:

29
Mai18

Robots

Há uma história do Bruce Sterling, "Maneki Neko", publicada pela primeira vez em 1998, e nela há uma inteligência artificial benevolente que controla redes de indivíduos para que estes façam favores uns aos outros. Então, um dia, podias estar a comprar uma rosca e o teu telemóvel podia tocar e mandar-te comprar uma segunda rosca para dares à pessoa de fato cinzento que ias ver na paragem de autocarro. No dia seguinte podias estar a andar à nora numa cidade estranha e uma pessoa que nunca viste podia aproximar-se de ti e dar-te um mapa e um passe de metro. Eu gosto dessa história porque todas as pessoas nela fazem o que a IA lhes manda fazer. 

Acho que a esse tipo de histórias se costuma chamar ficção compensatória. 

 

Fotos de gatinhos, por favor

Naomi Kritzer 

 

 

29
Mai18

A volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne

Tinha planeado associar-me ao Clube dos Clássicos Vivos, de Maio/Junho, para ler o A volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne.

Curiosamente, um dos autores que tinha planeado ler este ano, mas não era um dos livros que possuisse na estante. Porém, nada que a minha biblioteca municipal não resolva.

Comecei pelas 21h e às 3h estava a terminar. Maldita insónia.

 

Ainda estava a começar e já estava a adorar a experiência, por não conseguir libertar-me da imagem que tinha d Phileas Fogg:

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Mas pergunto-me se a leitura nocturna não ficou comprometida, porque não me recordo de nenhuma viagem em balão de ar quente, algo que ilustra muitas das capas da obra. Talvez tenha dormido durante essa parte da viagem. 

 

Actualizado: perguntei no grupo sobre a viagem de balão. Afinal não existe, embora haja uma menção (isso recordo-me) que seria óptimo se existisse, para atravessar o Atlântico. 

Agora pergunto-me: os editores e/ou ilustradores não leram a obra?

 

A história faz parte da cultura geral: Phileas Fogg, um cavalheiro britânico muito fleumático e rico, decide aceitar uma aposta em como consegue dar a volta ao mundo em 80 dias, como previa uma notícia do seu jornal. 

 

De Londres ao Suez, comboio e navio: 7 dias. Do Suez a Bombaim, navio: 13 dias. De Bombaim a Calcutá, comboio: 3 dias. De Calcutá a Hong Kong, navio: 13 dias. De Hong Kong a Yokohama (Japão), navio: 6 dias. Para São Francisco, navio: 22 dias. Até Nova Iorque, comboio: 7 dias. De Nova Iorque a Londres, navio e comboio: 9 dias. Total? 80 dias e uma volta ao mundo. 

 

O mundo está mais pequeno, porque o avião Concorde era capaz de dar uma volta ao mundo em 32 horas. Porém, A volta ao Mundo em 80 dias foi escrito em 1872 e por isso imaginem o fascínio que não deve ter sido esta hipótese e as descrições de outras terras e culturas.

 

Eu confesso que me aborreci com algumas descrições, claramente fruto de viver num mundo muito mais conhecido do que aquele que Júlio Verne partilhou. 

 

Ainda assim, uma leitura divertida e um final muito inteligente. 

 

Aproveito para ligar a um artigo muito interessante do Guardian, que por coincidência lia ontem e que se referia a uma “depressing children’s literary landscape”, que vinha substituindo os livros de aventuras. 

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