Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

11
Mai18

Curtas literárias 11.05.2018

Entrevistas

1.

A autora Luísa Costa Gomes foi entrevistada pelo i, em que foi questionada sobre o canto de "escrita feminina" a que são relegadas muitas autoras.

A “escrita feminina” é uma coisa que surgiu quando eu comecei a publicar, em 1983. E durante uma década, não se falava de outra coisa. Isso são uma espécie de pestilências que acontecem na cultura e depois também desaparecem. E essa agora voltou. 

Curiosamente, uma outra autora referiu-se a esse canto, dizendo que este começa na publicação, referindo-se a capas que impostas a autoras do sexo feminino.

 

2.

Salman Rushdie: “Escrever sobre o presente é como caminhar à beira do precipício: podemos cair”

 

Novidades literárias no meu radar

Editora lança autobiografia póstuma de Rolo Duarte

Zora Neale Hurston’s Story of a Former Slave Finally Comes to Print

"Se numa noite de Inverno um viajante", de Italo Calvino: 10 (+1) romances pelo preço de um

 

Mary Beard - Mulheres & Poder: um manifesto 

Capturar (58).JPG

Furriel Não É Nome de Pai: Os filhos que os militares portugueses deixaram na guerra colonial, de Catarina Gomes

furriel-nacc83o-e-nome-de-pai.jpg

 

 

Prémios literários

2017 Shirley Jackson Awards Nominees

 

Ensaios

Why ‘Fahrenheit 451’ Is the Book for Our Social Media Age

How 'Moby-Dick' Illuminates American Tragedies

Forget the Sexbots, ‘Westworld’ Is Really About the Power of Reading

 

Contos

THE DUCHESS OF ALBANY Christine Schutt [Granta]

WITHOUT INSPECTION Edwidge Danticat [The New Yorker]

 

Listas

1. 5 BOOKS ABOUT MISSING AND MURDERED INDIGENOUS WOMEN IN CANADA

2. 6 Books That Show the Dark Side of Technology

3. Love "Fahrenheit 451"? Check Out These 8 Books

4. 12 Modern Books That Will Become Classics, According To People On Reddit

5. 10 New Books About the Messiness of Motherhood

6. SOME LATINA AUTHORS TO READ INSTEAD OF THAT GUY

 

Eventos:

1.

A edição de 2018 da votação "A minha livraria preferida" está aqui.

1 (111).JPG

 

2.

Em Matosinhos, hoje começa a LeV - Literatura em Viagem (programa aqui)

LEV_1_1000_1000.jpg

3.

A Feira do Livro de Lisboa está quase a arrancar.

Eu terei de esperar até Setembro, mas não trocaria a minha Feira do Livro do Porto, por nenhuma feira da APEL. Estou convertida. Este ano, a FLP homenageia José Mário Branco.

Capturar (57).JPG

 

Humor

Ian McEwan helped his son write an essay about his own novel. His son got a C+

This Romance Novelist Trademarked the Word ‘Cocky’

The Best Literary-Inspired Outfits from #DressLikeABook

05
Mai18

Ouvi dizer que preciso de ler Georges Simenon

Diferente de muitos autores de hoje, que tentam construir uma intriga o mais complexa possível, como um jogo de ecos, Simenon propunha uma intriga simples mas com personagens fortes, um herói humano, obrigado a ir ao fundo de sua lógica.

A mensagem de Simenon é complexa e ambígua: nem culpados nem inocentes, mas culpas que se engendram e se destroem em uma cadeia sem fim.

Os romances colocam o leitor em um mundo rico de formas, cores, sentimentos, sensações, onde se entra desde a primeira frase. Seus melhores romances são baseados nas intrigas nas pequenas vilas de província, evoluindo a sombra de personagens de aparência respeitável mas que urdem empresas tenebrosas, numa atmosfera própria.

 

Fonte: Wikipédia

 

Ouvi também que basta seguir a sua personagem máxima: inspector Maigret

Para ler, 75 obras, aqui listadas cronologicamente. Trabalhou muito, este Simenon.

05
Mai18

Restará alguém?

#metoo

Junot Diaz é o senhor que se segue.

 

“As a grad student, I invited Junot Díaz to speak to a workshop on issues of representation in literature,” she wrote on Twitter. “I was an unknown wide-eyed 26-year-old, and he used it as an opportunity to corner and forcibly kiss me. I’m far from the only one he’s done this to, I refuse to be silent anymore.”

04
Mai18

Olha-me nos olhos - John Elder Robison

Procurei um livro que me desse uma perspectiva da Síndrome de Asperger, por aspie (termo afectuoso, porque portador/a de síndrome de asperger é uma boca cheia). 

Este livro, não só foi um abrir de olhos, como uma nova perspectiva em relação a algumas das minhas ideias pré-concebidas e decisões tomadas, baseadas em total ignorância.

Por exemplo, como tia de um aspie (recentemente diagnosticado), eu tinha a ideia - errada - que, se ele preferia estar sozinho, não deveríamos forçar o convívio (em regra, eu também prefiro estar sozinha, ao convívio com outros humanos).

Pois John R., deixa claro que sempre quis ter amigos e o que isolamento foi uma consequência, um mecanismo de defesa, porque não sabia como se relacionar. Mais, que esse isolamento só lhe trazia infelicidade.

Eu não me recordo de, em algum momento, ter pedido para que ele olhasse para mim, mas recordo-me com frequência de lhe ter perguntado alguma coisa, e corrigido a mãe, quando ela começava a responder por ele, face ao silêncio.

Pergunto-me sobre os erros que cometi e como lhe poderei ter provocado ansiedade, por isso.

Eu sei que ele é o único que não me trata por tia e, na verdade, raramente o ouvi pronunciar o meu nome. Será que ele também tem uma alcunha para mim, como John Elder, que se refere à sua esposa por "unidade 2"? 

 

Tenho muito que aprender. Se é algo que este livro me deu, foi essa consciência, do pouco que sei, sobre uma das pessoas que tenho de cuidar.