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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

29
Dez17

A ilustre casa de Ramires - Eça de Queiróz

Finalmente comecei a ler A ilustre casa de Ramires, de Eça de Queiróz, para o Clube dos Clássicos Vivos.

 

Quando li o ensaio de Miguel Real, o Último Eça, registei que uma ordem de leitura, para um Eça Humanista, seria:

1º A cidade e as serras

2º As cartas de Fradique Mendes

3º A ilustre casa de Ramires.

 

Porém, o Clube dos Clássicos Vivos trocou-me as voltas, primeiro com a leitura de O crime do Padre Amaro e agora com A ilustre casa de Ramires que, segundo Miguel Real: 

lendo A  ilustre casa de Ramires, lendo a descrição do ambiente social da Feitosa e de Oliveira, retornamos 25 anos atrás, e de novo encontramos toda a trama de "O crime do Padre Amaro".

 

Afinal, esta tudo ligado. 

 

O início de A ilustre casa de Ramires é hilariante. O sarcasmo com que Eça vai descrevendo a perfeita casta de nobres Ramires tem um perfeito culminar na imagem de um deles, tão nobre e patriota, em plena batalha e "com os dois pulsos a esguichar de sangue, bradando alegremente ao Mestre: "D. Paio Peres, Tavira é nossa! Real, real por Portugal!"

 

Mas o que gostei mesmo foi da imagem seguinte: "O velho Egas Ramires, fechado na sua torre, com a levadiça erguida..." E porquê? Por causa de uma mulher, ora... que queria do lado de fora. 

 

De imediato pensei que seria muito bom, poder morar num castelo com uma torre, içar a levadiça e fechar o mundo lá fora. 

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