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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

20
Jun18

A livraria - Penelope Fitzgerald

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Aqui está um género bastante apreciado: livros sobre livros, com o bónus de ter menos de 200 páginas. Podem acrescentar à vossa lista de livros que se lêem num dia.

 

Tinha-o na estante há muito, mas acabei por ler in extremis, por causa do filme, não fosse apetecer-me ir ver a magnífica  Patricia Clarkson. E curiosidade em ver o filme aumentou depois de ler o livro, pois confrontando o trailler com a leitura, claramente tomaram liberdades com a adaptação. 

 

Numa pequena vila costeira, Florence Green decide abrir uma livraria contra tudo e contra todos. 

 

Estamos 1959 e Florence é uma viúva com um forte sentimento de independência e empreendedorismo, que decide abrir uma livraria. Mas Penelope Fitzgerald não nos apresenta uma livreira romântica, esta é uma mulher de negócios. 

(...) sou uma retalhista e não fui educada para compreender as artes e não sei se um livro é uma obra-prima ou não.

 

O livro em discussão é Lolita de  Vladimir Nabokov e Florence discute se o deve ou não encomendar para a loja. Quem decide a questão é o verdadeiro amante de livros, o ermita Edmund Brundish, que surgindo pontualmente na história, é uma personagem incontornavelmente adorável.

 

Não tão adorável, mas igualmente presente, é o fantasma que habita a livraria e a casa anexa onde Florence habita. Provavelmente uma manifestação física das forças que a querem afastar do local, por puro capricho, para exibirem os seus pequenos poderes.

 

A capa procura romancear aquilo em que a autora, vencedora do Booker Prize (Offshore, 1979), recusou ceder. E ainda bem, porque a originalidade é tão rara como necessária. 

 

Fico com a referência que é uma autora a ler na integralidade.

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