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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

09
Mar18

A mãe - Natalia Ginzburg

A mãe não era importante. Era importante a avó, o avô, a tia Clementina que morava no campo e chegava de vez em quando com castanhas e farinha amarela; era importante Diomira, a criada, era importante. Giovanni, o porteiro tísico que fazia cadeiras de vime; todas estas pessoas eram muito importantes para os dois rapazes porque eram gente forte em quem se podia confiar, gente forte quando permitia e quando proibia, bons em tudo o que faziam e sempre cheios de sabedoria e de força; gente que os podia defender das tempestades e dos ladrões. Mas se ficavam sozinhos em casa com a mãe, os rapazes tinham medo como se estivessem sozinhos; quanto a permitir e proibir, ela nunca permitia nem proibia nada (...).

 

Natalia Ginzburg pinta um retrato brutal de uma família. Foi essa a palavra que me ocorreu quando li e reli estre trecho: brutalidade. 

 

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