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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

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15
Ago18

Casamento de conveniência de Georgette Heyer

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Na primeira quinzena de Agosto terminei Armas, Germes e Aço de Jared Diamond (de que falarei mais tarde, porque preciso de consolidar algumas conclusões) e Casamento de Conveniência de Georgette Heyer

 

Este último, foi lido em pouco mais de uma noite e foi um excelente limpa palato, depois de um colosso como Armas, Germes e Aço.

 

 

Georgette Heyer (1902-1974) é conhecida pelos seus romances de regência, na verdade, é tida como a criadora do género, com fortes inspirações em Jane Austen. 

Dentro do género é reconhecida como exímia nos pormenores da época, sendo reputada de ter, à data da sua morte, mais de 1000 livros de referências históricas. E com efeito, não me recordo de ver tantas notas de rodapé num livro de ficção. 

Além de romances históricos, escreveu diversos policiais.

 

O que são Romances de regência?

Os romances de regência são assim chamados porque respeitam a um período de regência na Inglaterra (1811–1820).

O rei Jorge III, tendo sido considerado incapaz de governar, foi substituído pelo seu filho, que foi regente até à morte do pai, data em que sucede ao trono.  

A este período, seguiu-se a "época vitoriana".

 

Casamento de Conveniência, é considerado uma das obras do período georgiano (reis Jorge I a IV) de Georgette Heyer, com a história a situar-se em 1776, numa Inglaterra de condes e viscondes. 

 

A história começa com três irmãs (Elizabeth, Charlotte e Horatia) pesarosas porque a mais velha foi pedida em casamento pelo rico conde Rule. O pesar deve-se ao facto de a jovem estar enamorada de um pobre tenente e a segunda irmã (Charlotte) não querer casar com ninguém. Resta Horatia, considerada demasiado jovem, por ter apenas 17 anos (o que não compreendi).

 

O noivo, não está verdadeiramente apaixonado por ninguém. Aos 35 anos achou que era tempo de casar e a família Winwood era apropriada. Felizmente, era também muito interessada no "negócio" porque o filho mais novo estava atolado em dívidas até ao pescoço. Muito conveniente.

 

Porém, a mais jovem das Winwood, Horatia, coloca-se na linha de fogo e oferece-se ao conde Markus Rule como substituta da irmã. O casamento será o ponto de partida para uma série de desenvolvimentos mais ou menos mirabolantes.

 

E foi precisamente no desenrolar destes últimos, que a autora me perdeu. Eu adorei o início, a introdução das personagens e o fantástico sentido de humor da autora. Mas as peripécias e as reações das personagens aos acontecimentos eram demasiado inverosímeis. 

 

Destaco um pormenor, o facto de Horatia - a personagem principal - ser gaga e esse facto se reflectir em todo o texto, apesar de não ter relevo na história em si, o que considerei único.

 

Em suma, ri-me a bom rir e senti que foi uma excelente introdução na autora, que gostaria de revisitar.

 

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