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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

17
Jun18

Lidos

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Agora, que já vos contei sobre o livro que "comi com os olhos", volto ao #readingwomenmonth, com algumas notas sobre os livros lidos.

Ou melhor, a dois dos três, porque necessito mais tempo para assentar ideias sobre o Racismo em Português, que excedeu as minhas expectativas, de uma forma incrivelmente positiva. 

 

Porém, o tema era difícil e isso fez com que as leituras seguintes fossem muito, mas muito leves. 

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Peguei no Pequeno Vigaristas da Gillian Flynn, por capricho e porque não resisto a ler tudo desta autora, que retrata sempre as mulheres nos antípodas da confiança, perfeição, estabilidade, honestidade, moralidade... E quando sofrem, nunca são as sofridas. 

 

Esta pequena novela (conto?), começa de forma absolutamente hilariante, termina à la Gillian Flynn, mas infelizmente o meio é pouco consistente. Ainda assim, é uma excelente leitura para "limpar o palato" e como são só umas 70 páginas, lê-se num ápice.  

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A propósito do Dia da Mulher, desafiei a G Floy Studio - Portugal [Facebook] a destacar autoras do seu catálogo. A autora destacada foi a autora Anne-Caroline Pandolfo que, entre outras obras, tem "uma maravilhosa biografia em BD de outra grande mulher livre e que deixou uma marca tremenda na literatura e história da século 20: Karen Blixen, a autora de África Minha ou A Festa de Babete!

 

Eu conhecia o filme África Minha, mas a minha ignorância era tanta, que desconhecia que a história era uma autobiografia. E depois de ler esta biografia em BD, fiquei absolutamente fascinada pela autora dinamarquesa Karen Blixen (que utilizou o pseudônimo de Isak Dinesen). 

 

A Leoa: Um retrato gráfico de Karen Blixen é o retrato de uma mulher que se viu perante os contrangimentos do seu tempo, nomeadamente aqueles que vedavam a educação às mulheres.

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É uma história sobre o poder transformador dos livros e do encorajamento dos adultos, apesar da pequena Karen Blixen ter perdido o pai aos 11 anos, quando este se suicidou. 

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A obra narra toda a história de vida da autora, que teve tanto de sucesso como de tragédia. Talvez a maior tragédia tenha sido a forma como morreu. 

Porém não posso deixar de notar que a colonialista Karen Blixen é aqui retratada de forma muito benévola, que é algo que gosto pouco de ver retratado, seja onde for.

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