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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

20
Mar18

Dia Internacional da Felicidade

Felicidade

 

- Considera-te já uma iniciada. Não podes ser uma verdadeira apicultora enquanto não fores picada.

Uma verdadeira apicultora. Ao ouvir aquelas palavras, invadiu-me um profundo sentimento de plenitude e, nesse preciso momento, um bando de melros levantou voo de uma clareira ali perto, enchendo o céu. Será que os milagres nunca mais acabam?, pensei para comigo. 

 

Humor 

No meu sexto ano, havia na minha aula um rapaz que tinha uma placa de aço no crânio e se lamentava constantemente de que as respostas aos testes não atravessavam a placa. A professora repetia invariavelmente: "Poupa-me!"

26
Fev18

O Conde de Monte Cristo - entre a realidade e a ficção #1

Entrei na toca do coelho e o que encontrei foi absolutamente fascinante. 

 

Descobri que Alexandre Dumas baseou a sua história em factos verídicos, confirmando uma das minhas máximas - frequentemente, a realidade é muito mais estranha que a ficção. 

 

Primeiro tropecei num vídeo que falava do Castelo de If - onde o jovem Dantès é aprisionado - que, pasmem, menciona a existência de um Abade Faria, que terá sido a base para o Abade Faria da nossa história.

Capturar

O verdadeiro Abade Faria, era um católico goês de origens portuguesas (ou não fossem os seus pais Caetano Vitorino de Faria e Rosa Maria de Sousa) e que teve uma vida muito interessante, para um clérigo - pertenceu a um grupo político que tentou derrubar o governo português em Goa e foi parte activa na Revolução Francesa. 

 

O que determinou a sua prisão no Castelo de If, continua um mistério, mas saiu de lá vivo. 

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E naturalmente, uma personagem tão interessante não se limitaria a dar bênçãos. O Abade Faria foi um estudioso e praticamente da hipnose, chegando mesmo a ter um consultório em Paris.

Hoje, tem uma rua em Lisboa.

 

Capturar

25
Fev18

O Conde de Monte-Cristo - ler um livro que já se conhece

O Conde de Monte-Cristo, de Alexandre Dumas (pai), está na lista de livros que entraram na minha vida em tantos formatos culturais que foi ficando para trás. 

 

Na verdade, sempre pensei no que pudesse ser interessante num livro, do qual conheci dezenas de versões. 

A resposta, encontrei-a na leitura do primeiro volume da obra: O Conde de Monte-Cristo é um livro que se lê com vontade de terminar, mesmo quando pensas que sabes toda a história. 

 

É que na verdade, a história comprimida dos filmes, apenas abarca uma fracção do que que é o original, incrivelmente rico e muitas vezes distinto das adaptações. 

 

A base da história, todas/os conhecemos. Um jovem de 19 anos - Edmund Dantés - , é traído por quem o quer suceder no comando de um navio e nos amores da sua noiva e acaba preso durante mais de uma década no Castelo de If, esquecido pelas autoridades e julgado morto, por quem o amava. 

 

No castelo, conhece uma fantástica personagem - Abade Faria - um padre italiano que há anos que escava uma fuga da sua cela, para descobrir que se enganou nos cálculos e acabou na cela de Dantés.

A amizade entre ambos será profunda e Faria torna-se um mentor e professor do jovem marinheiro, além de cúmplice no prosseguimento das escavações. É o Abade Faria, que irá encaminhar o jovem Dantés para o tesouro da ilha de Monte Cristo. 

 

Com um tesouro inimaginável, Dantés tem apenas dois objectivos: saber o que aconteceu às pessoas amadas (pai e noiva), descobrir os contornos do seu aprisionamento e vingar-se dos culpados.

 

O ritmo da obra é alucinante. Nas primeiras 400 das 1200 páginas, já Dantés fugiu da sua prisão, encontrou o tesouro, assumiu as primeiras personagens que o levaram de volta à vida antiga, procurando os seu entes queridos, e assumiu a persona de Conde de Monte Cristo, criando a primeira teia da sua vingança.

 

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E quando a obra começa a divergir dos filmes é quando percebo que há a possibilidade de surpresas, o que me deixa ainda mais motivada.

 

O fim do primeiro volume deteve-se (a meu ver excessivamente) num episódio, fazendo-me temer pelo segundo volume. É que convém não esquecer que Alexandre Dumas era pago em função do número de linhas escritas. 

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