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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

29
Mai18

Robots

Há uma história do Bruce Sterling, "Maneki Neko", publicada pela primeira vez em 1998, e nela há uma inteligência artificial benevolente que controla redes de indivíduos para que estes façam favores uns aos outros. Então, um dia, podias estar a comprar uma rosca e o teu telemóvel podia tocar e mandar-te comprar uma segunda rosca para dares à pessoa de fato cinzento que ias ver na paragem de autocarro. No dia seguinte podias estar a andar à nora numa cidade estranha e uma pessoa que nunca viste podia aproximar-se de ti e dar-te um mapa e um passe de metro. Eu gosto dessa história porque todas as pessoas nela fazem o que a IA lhes manda fazer. 

Acho que a esse tipo de histórias se costuma chamar ficção compensatória. 

 

Fotos de gatinhos, por favor

Naomi Kritzer 

 

 

05
Abr18

...

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Rosa Maria sabia que nada cava tal abismo entre o antes e o depois, o passado e o presente, como o desaparecer duma pessoa querida.

Davam grandes passeios aos domingos - José Regio

02
Abr18

No mesmo barco

Vivemos todos, neste mundo, a bordo de um navio saído de um porto que desconhecemos para um porto que ignoramos, devemos ter uns para os outros, uma amabilidade de viagem. 

 

Fernando Pessoa - Livro do desassossego

 

 

Só esta semana li partes do "Livro do Desassossego" de Fernando Pessoa. "Partes" porque tinha há décadas um livro de bolso. Pensei que era poesia. Não é.

É maravilhoso e agora estou furiosa comigo mesma por nunca lhe ter prestado a devida atenção. 

 

 

Sabias que este livro foi publicado em 1982, 47 anos depois da morte de Fernando Pessoa (1988-1935)? Sobre o livro, o próprio autor resume: “São as minhas confissões e, se nelas nada digo, é que nada tenho para dizer.”

 

Escrito durante mais de 20 anos sob o heterónimo de Bernardo Soares, personagem criada por Pessoa, são mais de 500 textos sem qualquer sequência entre si. E é um livro inacabado.

 Daqui 

 

 

São mais de 500 trechos, sem sequência e por isso existem várias versões, de vários estudiosos, que até divergem em relação às vozes - que partes são Fernando Pessoa e que partes são Bernando Soares?

 

É incrível pensar que só foi publicado, em 1982.