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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

07
Nov16

Exposição Amadeo Souza-Cardoso [Porto]

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Morreu com apenas 30 anos, mas a sua carreira artística foi tão brilhante que podemos ver a sua luz até hoje. Sei a frase é um pouco piegas, mas venho assim... enlevada. 

 

No Museu Nacional de Soares dos Reis [Porto], até 31 de Dezembro, está a recriar a exposição que Amadeo de Souza-Cardoso organizou para apresentar a sua obra em 1916 no Salão de Festas do Jardim Passos Manuel. Em 12 dias, a exposição receberia 30000 visitantes. 

O Sr. Amadeo Souza-Cardoso que não é um anormal, mas uma criatura de talento, expôs os seus trabalhos. A população portuense mobilizou-se para os ir apreciar."

A exposição, pela sua modernidade, foi tão controversa que até o artista foi agredido.

 

A exposição actual, combina de forma brilhante a obra e as reacções à obra. A não perder.

 

Cada vez mais me pergunto que evolução fizemos: duvido que entrem no museu 2500 pessoas por dia para ver a exposição, lamento não termos uma publicação como o Século Ilustrado, que em plena ditadura tinha publico para reportagens com 10 páginas. Não somos nós a geração de cultos e letrados?

 

Em Lisboa, a exposição de 1916 esteve na Liga Naval (Palácio do Calhariz) e voltará a Lisboa de 12 Janeiro a 26 Fevereiro, no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado. 

 

 

 

 

Recomendo vivamente este documentário para compreender o período, a obra e o autor.

Muito interessante a reflexão sobre porque, sendo Amadeo Souza-Cardoso um dos grandes a par de Modigliani, Picasso, Delaunay, entre outros, não alcançou a mesma fama: primeiro porque morreu muito jovem e depois porque a esposa não queria vender as obras, defendendo que o seu reconhecimento deveria ser feito nos museus.

 

Aos museus, então...

19
Set16

Reencontro com Vergílio Ferreira

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Esta foi a melhor exposição sobre um autor que já vi. E sendo uma papa museus, eu já vi bastantes. 

É tão intuitiva e interessante que fiquei completamente maravilhada. A exposição foi dividida em secções como manuscritos, traduções, primeiros ensaios, marginália ou polémicas.

Em cada secção podiamos ver diversos documentos do autor, quase sempre com intervenções manuscritas do próprio.

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Ficaria ali, o dia todo, a ler alguns dos documentos, as notas nas margens, as "orelhas" que foram acrescentadas, porque, por vezes, as margens não chegam.

E que tal lerem a correspondência que trocou com Eugénio de Andrade?

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Mas o que me fez rir e desejar poder levar o documento para a zona de cadeiras, foi a secção de polémicas em que encontrei um documento de Luiz Pacheco chamado O caso do sonâmbulo chupista. 

Neste folhetim, este acusa - e a meu ver prova - Fernando Namora de ter plagiado o Aparição de Vergílio Ferreira. Uma delícia. 

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Queria ter podido ler aqueles periódicos sentada numa cadeira ou no jardim. 

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E, porque estamos a falar de uma sala de exposições dentro de uma biblioteca, nada como lembrar os leitores que o autor está ao alcance de todos.

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 Recomendo viviamente que visitem. Até ao dia 13 de Novembro, na Biblioteca Almeida Garrett - Porto.

27
Abr16

Exposição "Tesouros bibliográficos (séc. x - xvi): A arte e o génio ao serviço do poder"

No Palacio da Bolsa do Porto, até 1 de Maio

 

Esta exposição é uma viagem por sete séculos de história através das principais joias da cartografia portuguesa da época dos descobrimentos e dos manuscritos iluminados mais relevantes do Património histórico europeu que atualmente se encontram nos arquivos e bibliotecas mais importantes do mundo.

A sua temática abarca áreas tão diversas como a cartografia —a «ciência dos príncipes»—, a religião e a espiritualidade, a medicina, a biologia, a alquimia, a sexualidade, etc. 

 

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