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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

15
Jun18

Curtas literárias 15.06.2018

Um repto

Estamos quase a terminar o primeiro semestre do ano. Já é "apropriado" falar nos melhores livros publicados/lidos na primeira metade do ano

Podem começar, que eu fico aqui (entretida) a ler.

 

Seja como for, é uma boa altura para rever aquelas resoluções de ano novo.

 

Ultimas leituras

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Listas

200 books recommended by TEDsters (o link diz "180 livros", mas eu não vou contá-los)

 

Entrevistas

Carlos Bobone, alfarrabista: ‘Muitos dos que andam nas livrarias são pessoas que não leem’ (parte 1) 

 

Podcasts

Esta semana foi de excelência.

Em Annotaded, fiquei a conhecer a historia do conto (“La Cote Basque 1965”), publicado em 1975, por Truman Capote, que o levaria à desgraça e ao suicídio de uma socialite norte-americana (e ao seu filho?).

O último episódio de The Guardian Books podcast, tem uma entrevista fantástica de Marilynne Robinson, a propósito de uma colecção de ensaios ( What Are We Doing Here?), sobre democracia, religião e Donal Trump.

 

Audio livros

Quando termino uma mensalidade de oferta em audiolivros (Scribd), fico com um misto de sentimentos, entre perceber que pouco utilizei e o sentimento de privação pelo que não irei continuar a ler.

Durante a oferta, que terminou esta semana, escolhi livros que não consigo arranjar em Portugal:

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05
Abr18

A história que contamos

Há mais de 2 anos que o SPQR: A History of Ancient Rome - Mary Beard está no meu radar. Infelizmente não o encontrei na minha biblioteca. Ontem, depos de ouvir o fantástico episódio do podcast Mary Beard on women and power, fiquei com renovada vontade de me aventurar no colosso (648 páginas). 

 

Entre diversos tópicos, Mary Beard fala da dificuldade que tem tido em desmistificar alguns dos conhecimentos que damos como certos, em relação à Roma e Grécia antigas e lembra-nos que a História é feita de quem tinha o poder para a relatar e a guardar para a posteridade. 

 

Não vamos encontrar, nessa História, os relatos de heróis escravos ou de mulheres. Esses são grupos silenciados. E como brincou, não reza história dos gregos baixos e gordos, mas apenas daqueles imortalizados por estátuas de mármore no apogeu da sua beleza (de acordo com os cânones de beleza de então). 

 

 

Para (eu) ler:

Women and Power: A Manifesto - Mary Beard 

Civilisations: How Do We Look / The Eye of Faith - Mary Beard 

17
Fev18

A entrar pelos olhos e os ouvidos

1.

Uma lista de 19 livros que Joan Didion diz terem mudado a sua vida, aqui [Open Culture]

 Adeus às armas - Ernest Hemingway

Victory - Joseph Conrad

Guerrilheiros - V.S. Naipaul

Na Penú­ria em Lon­dres e em Paris - George Orwell

Wonderland - Joyce Carol Oates

O monte dos vendavais - Emily Brontë

O bom soldado - Ford Madox Ford

Cem anos de solidão - Gabriel Garcia Márquez

Crime e castigo - Fyodor Dostoyevsky

Encontro em Samarra - John O'Hara

O canto do carrasco - Norman Mailer

Novelas de Henry James: Washington Square, Retrato de uma senhora, Os bostonianos, As asas da pomba, The Ambassadors, Infidelidades, Daisy Miller, Os manuscritos de Jeffrey Asper, A volta do parafuso

Speedboat - Renata Adler

Go Tell It on the Mountain - James Baldwin

Notes of a Native Son - James Baldwin

Adeus a Berlim + Mr Norris muda de comboio - Christopher Isherwood

Antologia poética de Robert Lowell

Antologia poética de  W.H. Auden

Antologia poética de  Wallace Stevens

 

2.

Uma análise muito interessante de Frankenstein de Mary Shelley.

 

3. 

Continuo a ler The Empathy Exams, de Leslie Jamison, um conjunto de ensaios que me obriga a fazer uma pausa entre cada um e que sei que relerei muitas vezes. Cada um é um soco no fundo do estômago que é preciso acalmar.

Neste momento, encontro-me a ler Fog Count que se encontra online. Um ensaio sobre um ultramaratonista que acabou 16 meses na prisão por causa de uma fraude fiscal. 

Igualmente disponível para leitura online, encontrei:

Morphology of the Hit

In Defense of Saccharin(e) - Um dos meus preferidos, sobre o sentimentalismo

In the Shadow of a Fairy Tale

 

E já agora, um ensaio mencionado num dos ensaios: How Doctors Take Women's Pain Less Seriously  Este, é mais um exemplo do porquê da leitura demorada. Cada ensaio abre um mundo a explorar e eu não me tenho feito de rogada.

 

4.

O livro de que toda a gente fala e que eu também quero ler: Um Gentleman em Moscovo, de Amor Towles.

1

 

 

Podcasts que gostei:

 

HIDDEN BRAIN When Did Marriage Become So Hard? - Eli Finkel, uma psicóloga social da Northwestern University, argumenta que o casamento está a ficar mais difícil porque nossas expectativas em relação a este aumentaram dramaticamente nas últimas décadas. Uma fantástica perspectiva histórica e sociológica sobre o casamento. 

 

REPLY ALL#116 Trust the Process - Nos primeiros 12 minutos, aprendi que, se tudo o resto falhar, há sempre a possibilidade de me tornar uma dominadora de computadores. I kid you not! 

 

STILL PROCESSINGWe Sink Our Claws Into "Black Panther" with Ta-Nehisi Coates. Queria a BD e quero ver o filme. 

 

O cartoon que marcou a semana

 

05
Dez17

Calendário do Advento Literário #5

Foto de Daria Shevtsova - Unsplash

 

Um podcast.

BR-Podcast-Logo-289x300

O BookRiot Podcast foi o primeiro podcast que comecei a ouvir regularmente. Na verdade, quando o ouvi pela primeira vez, voltei ao primeiro episódio e, durante semanas, ouvi a mais de centena de episódios do arquivo. 

 

Foi com o BR que saí de uma fase de não leitura, compreendi a importância de ler diversamente e de ler intencionalmente. Foi com este podcast que conheci maravilhosos livros como Gilead ou Stoner, ou fui "convencida" a ler a saga de Harry Potter. 

 

A partilha entusiasmada de Jeff O´Neil e Rebecca Schinsky, mantem-me presa ao telemóvel e a ressacar quando o episódio não é publicado na hora habitual.

10
Nov17

Entrevista com Margaret Atwood

Um dos podcasts que ouço é Call Your Girlfriend. Costumo fazer o download para o telemóvel, na tarde de sexta-feira e é a minha companhia, no caminho para casa.

 

Hoje, sou surpreendida por uma magnífica entrevista com Margaret Atwood, em que ela fale sobre o que a irrita, sobre a biblioteca do futuro norueguesa. 

 

Quando questionada sobre se estamos a viver uma distopia, Margaret Atwood lembrou-nos que tal não é uma questão temporal, mas acima de tudo sobre a desigualdade. Actualmente, há quem viva numa utopia e quem viva os horrores de uma distopia. 

 

Para ler:

Margaret Atwood, the prophet of dystopia [The New Yorker]