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Diário de Leituras

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

"O regresso à cultura. Sim, autenticamente à cultura. Não se pode consumir muito se se fica tranquilamente sentado a ler livros."

Diário de Leituras

21
Mar18

21 de Março - Um dia cheio

Organização Mundial da Saúde — Dia Mundial do Sono

UNICEF — Dia Mundial da Infância

ONU — Dia Internacional Contra a Discriminação Racial
ONU — Dia Mundial da Floresta (Dia Mundial da Árvore)

UNESCO — Dia Mundial da Poesia

Dia Internacional da Síndrome de Down

 

 

Hoje, no Dia Mundial da Poesia, escolho ler Odete Costa Semedo, uma poetisa guineense que descobri durante o ano passado e que que comprei na Feira do Livro do Porto.

Tem a particularidade de ser um livro em edição bilingue: português e kriol (crioulo de Guiné-Bissau). Tal, justificado pela própria autora, que se considera "pertencente às duas culturas". 

 

Se vão para a rua, aqui ficam alguns eventos.

 

001

 

10
Set17

Grito negro - José Craveirinha

Grito negro

Eu sou carvão!
E tu arrancas-me brutalmente do chão
E fazes-me tua mina,
Patrão.
Eu sou carvão!
E tu acendes-me, patrão
Para te servir eternamente como força motriz
Mas eternamente não,
Patrão.
Eu sou carvão
E tenho que arder, sim
E queimar tudo com a força da minha combustão.
Eu sou carvão
Tenho que arder na exploração
Arder até às cinzas da maldição
Arder vivo como alcatrão, meu irmão
Até não ser mais a tua mina,
Patrão.
Eu sou carvão
Tenho que arder
Queimar tudo com o fogo da minha combustão.
Sim!
Eu serei o teu carvão, patrão!

 

José Craveirinha (1922-2003)

Moçambique

Outras leituras: A fábula de um país com racistas sem racismo

21
Mar17

Dia Mundial da Poesia #6

Pranto pelo dia de hoje

Nunca choraremos bastante quando vemos

O gesto criador ser impedido

Nunca choraremos bastante quando vemos

Que quem ousa lutar é destruído

Por troças por insídias por venenos

E por outras maneiras que sabemos

Tão sábias tão subtis e tão peritas

Que nem podem sequer ser bem descritas

 

Obra Poética II, Livro Sexto, Sophia M. Breyner Andresen